Derrota na PEC da Blindagem fortalece governo e oposição mira anistia

Governo vence com apoio do Centrão e oposição mira anistia antes do julgamento de Bolsonaro

A oposição no Congresso Nacional sofreu um revés importante ao não conseguir avançar com a PEC da Blindagem, proposta que buscava ampliar prerrogativas parlamentares e limitar investigações do STF contra deputados e senadores. A articulação do governo, com forte apoio do Centrão, foi decisiva para barrar a iniciativa, evidenciando fragilidades na estratégia oposicionista e consolidando a governabilidade.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Apesar da derrota, a oposição conquistou uma vitória simbólica ao eleger o senador Carlos Viana (Podemos-MG) presidente da CPMI que investiga desvios no INSS, derrotando a indicação do Planalto. No entanto, o foco principal agora é a tentativa de aprovação da anistia para condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em especial às vésperas do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF.

O líder do PL, Sóstenes Cavalcante, admitiu o recuo na blindagem, enquanto governistas classificam a anistia como uma manobra desesperada da extrema-direita para proteger aliados. Parlamentares governistas como Reginaldo Veras e Maria do Rosário criticam frontalmente a tentativa de criar uma "aura de impunidade" e destacam a derrota da blindagem como um freio a esse avanço.

Nos bastidores, analistas apontam desgaste para o presidente da Câmara, Hugo Motta, que tenta equilibrar pressões entre governo e oposição, e para os bolsonaristas isolados. A oposição deve manter a pressão pela anistia na próxima semana, mas enfrentará forte resistência do governo, que avalia o movimento como simbólico e sem futuro.

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