EUA voltam a mencionar sanções a Moraes durante julgamento de Bolsonaro no STF

Publicação destaca apoio aos valores democráticos e critica supostos abusos de autoridade

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil reacendeu o debate sobre possíveis sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (9), em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado. Em mensagem publicada no X (antigo Twitter), a representação diplomática afirmou que continuará “a tomar as medidas cabíveis” contra Moraes e outros indivíduos acusados de minar as liberdades fundamentais.

Foto: STF
Alexandre de Moraes.

O comunicado, assinado pelo subsecretário de Estado para a Diplomacia Pública e Assuntos Públicos dos EUA, Darren Beattie, também fez referência ao 203º Dia da Independência do Brasil, celebrado no último domingo (7). Na publicação, a embaixada reafirma o compromisso do governo norte-americano em apoiar os brasileiros na preservação dos valores de liberdade e justiça, ressaltando a importância de instituições democráticas sólidas.

O posicionamento dos Estados Unidos ocorre justamente no dia em que o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, votou pela condenação de Bolsonaro e dos demais acusados pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. O voto, que durou cerca de cinco horas, detalhou em 13 pontos como teria atuado o grupo acusado de tentar o golpe.

Durante sua manifestação, Moraes destacou o papel de liderança de Bolsonaro e a estrutura hierarquizada do núcleo que teria planejado e executado os atos golpistas entre julho de 2021 e 8 de janeiro de 2023. A sinalização dos EUA sobre possíveis sanções a figuras do Judiciário brasileiro, em um momento decisivo, amplia a tensão entre as instituições e enfatiza a atenção internacional sobre o desfecho do julgamento.

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