Câmara retoma debate sobre anistia e oposição pressiona por urgência na votação

Reunião de líderes nesta quarta deve definir se projeto seguirá direto ao plenário

A Câmara dos Deputados volta a discutir, nesta quarta-feira (17), o projeto de anistia relacionado aos atos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes, em Brasília, foram invadidas. A expectativa é de que a oposição consiga aprovar o regime de urgência, o que permitiria que a proposta seja votada diretamente em plenário, acelerando sua tramitação.

Foto: reprodução/Câmara dos Deputados
Câmara dos Deputados

O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou ter convocado uma nova reunião do colégio de líderes para deliberar sobre o tema. Após meses de pressão, Motta sinalizou que pautaria a proposta, mas o ponto central das negociações segue sendo a abrangência da anistia. Partidos do centrão defendem uma versão mais restrita, alinhada à posição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que excluiria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A oposição, por outro lado, considera a anistia prioridade absoluta desde o início do ano e quer garantir que o texto também contemple Bolsonaro, condenado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), destacou que a estratégia inicial é aprovar a urgência para, em seguida, negociar o mérito. “Um passo de cada vez. Nós vamos votar a urgência do texto e depois discutir os ajustes”, afirmou.

Caso a urgência seja aprovada, o deputado Tião Medeiros (PP-PR) deve ser indicado relator do projeto. A articulação para que ele assuma a função contou com a participação do presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), e do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). O nome de Medeiros já conta com respaldo tanto da cúpula do partido quanto de parte da oposição, o que pode facilitar a tramitação da proposta nas próximas semanas.

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