O governo federal abriu processo de escolha para substituir o advogado-geral da União, Jorge Messias, com destaque para cinco mulheres que agora estão entre as principais cotadas para o cargo à frente da Advocacia‑Geral da União (AGU). A movimentação ganha relevo em meio à expectativa de indicação de Messias para vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), o que abriria caminho para nomear uma liderança feminina no órgão.
Entre os nomes mais citados no Palácio do Planalto estão Anelize Almeida, atual procuradora da Fazenda Nacional; Isadora Cartaxo, secretária-geral de Contencioso da AGU; e Clarice Calixto, procuradora-Geral da União. Segundo assessores do governo, a escolha de uma mulher ajudaria a “equilibrar” a indicação em caso de nome de Messias ao STF e dar resposta à demanda por maior diversidade no alto escalão jurídico.
A articulação política destaca que a possível indicação de Messias ao STF intensifica a movimentação interna no Executivo e no Congresso. A escolha do sucessor da AGU leva em conta perfil técnico, capacidade de articulação e alinhamento com as diretrizes do governo. A estratégia de nomear uma mulher apontada como probabilidade, segundo interlocutores, busca sinalizar compromisso com equidade de gênero sem comprometer articulação política.
Apesar dos nomes já aparecerem nas rodas políticas, nada está definido oficialmente. As fontes consultadas pela reportagem apontam que o anúncio pode se dar em breve, após alinhamentos com o Palácio do Planalto, o Ministério da Fazenda e o STF. Até lá, os potenciais candidatos seguem sob observação e avaliação. Analistas ressaltam, porém, que o ambiente político é fluido e a preferência por uma mulher na AGU pode sofrer mudanças conforme articulações em curso.