Preocupações com a gestão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) surgiram após a divulgação de uma carta aberta assinada por aproximadamente 400 servidores. O documento questiona as recentes exonerações no órgão.
O grupo de servidores alega que a remoção de 20 funcionários de cargos estratégicos ocorreu devido a divergências técnicas com a administração atual. As exonerações, segundo o grupo, enfraquecem a estabilidade técnica e a memória institucional do IBGE.
Conforme o documento, essas substituições ocorrem sem justificativas técnicas claras, em momentos críticos, o que comprometeria a credibilidade da instituição. A carta destaca que as rupturas institucionais são resultado de uma sucessão de pequenos desgastes.
Em fevereiro de 2025, o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu pela extinção da Fundação IBGE+, criada em 2024 para captar recursos adicionais. A fundação enfrentou resistência interna devido a riscos relacionados à confidencialidade dos dados e à sobreposição de pesquisas.
A gestão de Marcio Pochmann, presidente do IBGE desde agosto de 2023, enfrenta desafios desde 2024, especialmente com o projeto do “IBGE paralelo” e outras iniciativas que preocupam pela potencial mistura de estatísticas e previsões.
Os servidores alertam que a tensão sobre a credibilidade do IBGE não afeta apenas o instituto, mas também a formulação de políticas públicas e a segurança jurídica nacional. Segundo eles, a estabilidade do órgão é essencial para o planejamento orçamentário e as relações federativas.