A Câmara dos Deputados discute uma regra de transição de quatro anos para substituir a escala 6x1 por um modelo 5x2, com redução gradual da jornada de trabalho.
A proposta em debate prevê a diminuição progressiva da carga semanal de trabalho, passando das atuais 44 horas para 40 horas até 2030.
Pelo modelo em análise, a jornada seria reduzida para 43 horas em 2027, 42 horas em 2028, 41 horas em 2029 e, por fim, 40 horas semanais no último ano da transição.
A iniciativa é defendida pela cúpula da Câmara e tem como objetivo equilibrar a mudança no regime trabalhista com a adaptação do setor produtivo, evitando impactos abruptos.
O presidente da Casa, Hugo Motta, tem afirmado que o formato busca garantir a redução da jornada sem diminuição de salários ou necessidade de medidas de desoneração.
A expectativa é de que o tema avance nas próximas semanas. A articulação inclui diálogo com o Senado, sob comando de Davi Alcolumbre, para viabilizar a tramitação e eventual promulgação ainda no primeiro semestre.
A proposta reacende o debate sobre a reorganização da jornada de trabalho no país e seus efeitos sobre produtividade, emprego e qualidade de vida.