O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, defendeu o endurecimento das penas para crimes de feminicídio, incluindo a adoção de castração química para condenados. A proposta foi apresentada durante entrevista ao programa Canal Livre, exibido no último domingo (3), em meio ao debate sobre o aumento da violência contra a mulher no país.
Durante a entrevista, Zema afirmou que também apoiaria a fixação de uma pena mínima de 30 anos de prisão, sem direito a benefícios, para autores desse tipo de crime. Segundo ele, o aumento do rigor penal pode atuar como mecanismo de dissuasão, reduzindo a incidência de crimes, a exemplo do que ocorreu com o sequestro no Brasil após mudanças na legislação.
O pré-candidato ainda destacou a necessidade de ampliar políticas públicas voltadas à prevenção da violência, como a expansão de delegacias especializadas no atendimento à mulher e ações educativas em escolas. Ele argumenta que a conscientização desde cedo pode contribuir para reduzir a normalização da violência doméstica e seus desdobramentos.
A proposta de castração química, no entanto, é considerada controversa. A medida consiste na administração de hormônios para reduzir a libido e já é aplicada em alguns países para crimes sexuais, mas enfrenta questionamentos quanto à eficácia e à constitucionalidade, especialmente por possíveis violações de direitos humanos.