Líderes europeus pressionam Irã após ataques aos Emirados

Alemanha, Reino Unido e França pedem retomada de negociações

O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, pediu que o Irã retome as negociações diplomáticas após denúncias de ataques contra os Emirados Árabes Unidos. Segundo autoridades emiradenses, mísseis e drones lançados por Teerã foram interceptados pelas defesas aéreas do país.

Foto: Amirhosein Khorgooi/ISNA/AP Photo/picture alliance

De acordo com o Ministério da Defesa dos Emirados, foram neutralizados 12 mísseis balísticos, três mísseis de cruzeiro e quatro drones. As ações teriam ocorrido após semanas de cessar-fogo na região, reacendendo preocupações sobre a estabilidade no Oriente Médio.

Em declaração pública, Merz afirmou que o Irã deve interromper ações que ampliem a tensão internacional e voltar ao diálogo. O líder alemão também mencionou a necessidade de reabrir o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. Ele reiterou ainda a posição de que Teerã não deve desenvolver armamento nuclear.

Outros líderes europeus também se manifestaram. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, condenou os ataques e defendeu a redução das tensões. Segundo ele, o envolvimento do Irã em negociações é fundamental para manter o cessar-fogo e buscar uma solução duradoura.

O presidente da França, Emmanuel Macron, classificou as ações contra estruturas civis nos Emirados como injustificadas e inaceitáveis.

Leia também