A recente pesquisa realizada pelo Real Time Big Data revela que a maioria dos brasileiros não confia no Supremo Tribunal Federal (STF). Divulgado na terça-feira (5), o levantamento indica que 55% dos entrevistados expressaram desconfiança em relação à Suprema Corte.
Os números mostram que 36% dos participantes afirmaram confiar no tribunal, enquanto 9% não souberam opinar sobre o tema. Este estudo destaca uma significativa divisão de opinião entre diferentes grupos políticos.
A desconfiança é particularmente acentuada entre os eleitores de candidatos identificados com a direita. Entre aqueles que apoiaram Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), os índices de desconfiança no STF foram de 78%, 73% e 74%, respectivamente.
Por outro lado, entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 42% demonstraram desconfiança, mas 45% afirmaram ter confiança no tribunal. Entre os seguidores de Ciro Gomes (PSDB), o equilíbrio é notável, com 46% confiando e 46% desconfiando do STF.
Além do STF, a pesquisa também ouviu opiniões sobre outras instituições. O Congresso Nacional recebeu um grau ainda maior de desconfiança, com 62% dos entrevistados afirmando não confiar, enquanto apenas 32% expressaram confiança. Outros 6% ficaram indecisos ao avaliar a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.
A imprensa também enfrenta ceticismo, já que 52% dos brasileiros relataram não confiar, comparados a 40% que afirmaram confiar. Novamente, 8% não souberam responder.
Por outro lado, as Forças Armadas do Brasil se destacam como a instituição que mais inspira confiança, com 48% dos entrevistados manifestando confiança, em contraste com 44% que disseram não confiar. Novamente, 8% não souberam opinar.
A pesquisa foi conduzida entre os dias 2 e 4 de maio de 2026, com 2.000 pessoas entrevistadas em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.
O estudo foi financiado com recursos próprios do instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-03627/2026.