Mandato deficitário
O governador Rafael Fonteles (PT) fechou seu terceiro ano de mandato (2025) com um resultado primário negativo de R$ 1,25 bilhão ou o equivalente a 7,32% da receita corrente liquida, ou seja, o governo arrecadou R$ 18,8 bilhões mais suas despesas somaram R$ 20,06 bilhões.
Os dados estão no projeto de lei de diretrizes orçamentárias que chegou na semana passada na Assembleia Legislativa.
Para este ano de 2026, quando Rafael fecha seu mandato de quatro anos no Palácio de Karnak, o projeto da LDO não faz qualquer menção. Porém, se depreende que deve seguir o padrão de receita maior que a despesa, ou seja, vai-se ficar no déficit.
Mais ainda porque a Secretaria de Planejamento menciona expansão da economia em 1.8%, conforme projeção do Banco Central, abaixo do crescimento do PIB no ano passado, de 2,3%.
Futuro deficitário
O rombo nas contas públicas do estado do Piauí dá sinais de melhora num horizonte de menos de três anos.
Para 2027, primeiro ano de mandato do governador a ser eleito em outubro próximo, a projeção é de um resultado primário negativo de 7,42% da Receita Corrente Líquida, o que considerando a inflação deverá superior aos R$ 1,25 bilhão de 2025 – algo próximo de R$ 1,6 bilhão.
Pelas projeções da Seplan, o estado só deve ter contas no azul a partir de 2029, porque projeta uma despesa primária de 108,78% da receita corrente líquida em 2027, variando para 103,86% em 2028; para 92,8% em 2029 e para 86,42% em 2030.
Embora não tenha estimado as despesas e receitas para o próximo ano, o projeto da LDO avançou rumo as contas dos anos seguintes. Em 2020, por exemplo, prevê gastos com servidores na ordem de R$ 10,965 bilhões.
A dívida do Piauí vai custar, daqui a dois anos, conforme projeção da Seplan, a bagatela de R$ 1,605 bilhão – o que em dez anos representará um desembolso superior a R$ 18 bilhões.