A cúpula do G7 começa nesta segunda-feira (15) em Evian, na França, reunindo líderes das principais economias industrializadas do Ocidente. O encontro acontece às margens do Lago de Genebra e terá como temas centrais as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio, além das relações comerciais globais e dos impactos da inteligência artificial.
O grupo é formado por Estados Unidos, França, Reino Unido, Alemanha, Japão, Canadá e Itália. Como anfitrião da reunião, o presidente francês, Emmanuel Macron, recebe os chefes de Estado e de governo em meio a um forte esquema de segurança, diante da expectativa de manifestações na região.
A guerra entre Rússia e Ucrânia deve ocupar parte significativa da agenda. O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, foi convidado para participar de uma sessão especial do encontro na terça-feira (16). A expectativa dos líderes europeus é reforçar o alinhamento em torno do apoio a Kiev e discutir possíveis caminhos para futuras negociações de paz.
Outro tema de destaque será o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A instabilidade no Oriente Médio e seus reflexos sobre o comércio internacional e o fornecimento global de energia preocupam os países participantes, especialmente diante dos riscos para a navegação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo.
A presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é considerada um dos pontos de maior atenção da cúpula. Os organizadores franceses chegaram a ajustar o calendário do encontro para acomodar a agenda do líder norte-americano, que confirmou participação no evento.
Além dos conflitos internacionais, o G7 deve discutir oportunidades econômicas ligadas à inteligência artificial. Representantes do setor de tecnologia foram convidados para participar de debates sobre inovação, competitividade e regulação da nova tecnologia.
Diferentemente de outras edições, não há previsão de uma declaração final conjunta assinada pelos sete líderes. A expectativa é que sejam divulgados acordos e posicionamentos específicos sobre temas debatidos ao longo da reunião.
Entre os convidados está o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o Itamaraty, o chefe do Executivo brasileiro defenderá o fortalecimento do multilateralismo e cobrará maior participação das nações desenvolvidas no financiamento de ações voltadas ao enfrentamento de desafios globais.
Nos bastidores da cúpula, diplomatas brasileiros também trabalham para viabilizar encontros bilaterais de Lula com Donald Trump e com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.