O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu não atender ao pedido do senador Flávio Bolsonaro para que a Polícia Federal realizasse novas diligências em um inquérito que investiga uma possível calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A defesa do senador buscava influenciar a condução das investigações, mas Moraes destacou que isso configuraria interferência indevida. "Não cabe ao investigado pretender pautar a atividade investigativa", afirmou o ministro em seu despacho.
A Polícia Federal já havia negado as solicitações de Flávio, alegando que elas não contribuiriam efetivamente para o inquérito e poderiam atrasar o processo. A PF está focada em verificar a autenticidade e autoria de uma publicação feita por Flávio em suas redes sociais, na qual associava Lula ao presidente venezuelano Nicolás Maduro.
O post de janeiro deste ano acusava Lula de envolvimento com tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e fraudes eleitorais. A PF entende que os fatos estão claros e não necessitam do depoimento do senador neste momento.
O inquérito foi instaurado em abril após solicitação da PF, com apoio da Procuradoria-Geral da República, e o STF concedeu 60 dias para a polícia realizar as investigações necessárias.