O candidato de direita Abelardo de la Espriella venceu as eleições presidenciais realizadas neste domingo (21) na Colômbia e deverá assumir o comando do país em 7 de agosto, sucedendo o atual presidente Gustavo Petro.
Em um cenário de forte polarização política, os colombianos foram às urnas para definir o novo chefe de Estado. Com 99,97% das urnas apuradas, De la Espriella obteve 49,66% dos votos, enquanto o candidato de esquerda Iván Cepeda alcançou 48,70%. A diferença entre os dois candidatos foi de aproximadamente 250 mil votos.
Conhecido pelo apelido de "El Tigre", o presidente eleito nunca ocupou cargo eletivo e construiu sua trajetória como advogado criminalista. Aos 47 anos, filiado ao movimento Defensores da Pátria, ganhou notoriedade nacional por atuar em casos de grande repercussão.
Durante a campanha, De la Espriella defendeu medidas mais rígidas na área da segurança pública e propostas econômicas de perfil liberal. Entre suas principais bandeiras estão a construção de megaprisões, o endurecimento das penas, o fim da política de "paz total" implementada pelo atual governo e a intensificação de operações militares contra grupos armados.
O presidente eleito também se apresenta como um político distante das estruturas tradicionais e costuma adotar um discurso direto. Ao longo da campanha, algumas declarações provocaram críticas de adversários e setores da sociedade, que classificaram parte de suas falas como machistas e homofóbicas.
De la Espriella recebeu apoio público do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que manifestou apoio ao candidato durante a disputa eleitoral. As relações entre Trump e o atual presidente colombiano, Gustavo Petro, foram marcadas por divergências políticas e diplomáticas nos últimos anos.
Apesar da divulgação do resultado preliminar, a confirmação oficial do pleito ainda dependerá da contagem formal conduzida pela Justiça Eleitoral colombiana nos próximos dias. Historicamente, essa revisão não costuma alterar o resultado da pré-contagem.