O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a instituição disponibiliza informações sobre o Pix às autoridades dos Estados Unidos dentro de acordos de cooperação internacional. A declaração foi feita durante audiência no Congresso Nacional, após questionamentos sobre o compartilhamento de dados do sistema de pagamentos instantâneos brasileiro. Segundo ele, a troca de informações ocorre de forma técnica, respeitando protocolos internacionais e sem violar o sigilo bancário dos usuários.
Galípolo explicou que o Banco Central mantém canais de cooperação com diferentes países para atender normas internacionais voltadas à prevenção de crimes financeiros, lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo. De acordo com o presidente da autarquia, as informações compartilhadas são institucionais e não incluem dados pessoais ou bancários protegidos dos clientes que utilizam o Pix em suas transações diárias.
Durante a audiência, o presidente do BC também rebateu especulações de que o governo norte-americano teria acesso irrestrito às movimentações financeiras realizadas por meio do sistema brasileiro. Ele ressaltou que qualquer intercâmbio de informações ocorre dentro dos limites legais estabelecidos pela legislação brasileira e pelos tratados de cooperação firmados entre os países, preservando a soberania nacional e a segurança das operações financeiras.
As declarações foram dadas em meio ao debate sobre a expansão internacional do Pix e o interesse de outros países em conhecer o modelo brasileiro de pagamentos instantâneos. Considerado um dos sistemas mais bem-sucedidos do mundo, o Pix tem despertado atenção de autoridades e instituições financeiras estrangeiras, enquanto o Banco Central busca ampliar parcerias internacionais sem comprometer a privacidade dos usuários e a integridade do sistema.