As investigações da Operação Compliance Zero sofreram um novo desdobramento com o enfraquecimento das negociações para acordos de delação premiada envolvendo o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa (PHC), e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou a proposta de colaboração apresentada por PHC, enquanto as tratativas com Vorcaro também perderam força após o fracasso das negociações conduzidas com a Polícia Federal.
A decisão representa uma mudança no rumo das investigações, já que os acordos eram considerados estratégicos para esclarecer o suposto esquema de fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro investigado pelas autoridades. Com a negativa da PGR, Paulo Henrique Costa permanece sem os benefícios de uma colaboração premiada, enquanto Daniel Vorcaro foi transferido da Superintendência da Polícia Federal para a Papudinha, em Brasília, após o encerramento das negociações para um possível acordo.
Segundo informações divulgadas pelo Correio Braziliense, investigadores avaliavam que eventuais delações poderiam revelar a participação de agentes públicos, operadores financeiros e empresários ligados às operações do Banco Master. No entanto, diante da rejeição das propostas, o foco das autoridades passa a ser a continuidade das apurações com base nas provas já reunidas ao longo da Operação Compliance Zero, sem depender de colaborações premiadas.
O caso segue sob relatoria do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e continua sendo uma das principais investigações financeiras em andamento no país. A Polícia Federal e a PGR prosseguem com a análise de documentos, movimentações financeiras e depoimentos colhidos durante a operação, enquanto novas diligências poderão definir os próximos passos da investigação.