Com a chegada da última semana de férias escolares, muitas famílias enfrentam um período marcado por sentimentos mistos. Enquanto algumas crianças e adolescentes demonstram entusiasmo com a volta às aulas, outras manifestam sinais de ansiedade, insegurança e irritabilidade. Para o psicólogo Ítalo Silva, professor do curso de Psicologia da Estácio, esse momento de transição deve ser cuidadosamente observado pelos pais e responsáveis, já que pode afetar significativamente a saúde emocional dos jovens.
De acordo com o especialista, o recesso escolar desestrutura a rotina das crianças, o que inicialmente traz alívio, mas pode gerar tensão emocional no retorno. “É comum que surjam mudanças de humor, dificuldades no sono e no apetite, ou até retração social. Esses sinais indicam que o estudante pode estar tendo dificuldades para se readaptar ao ritmo escolar”, explica Ítalo, destacando a importância de acolher as emoções e não tratar o retorno às aulas como algo automático.
Para ajudar nesse processo, o psicólogo recomenda que o reestabelecimento da rotina seja feito de forma gradual, ajustando horários de sono e alimentação nos últimos dias do recesso. Além disso, conversar com as crianças sobre o que esperam do novo semestre e estar presente durante os primeiros dias de aula são estratégias que fortalecem o vínculo e proporcionam mais segurança emocional.
Ítalo enfatiza ainda que o fim das férias deve ser visto como uma oportunidade para reorganizar o ambiente familiar de forma positiva. “As férias acabam, mas o cuidado com o bem-estar precisa continuar. Quando a criança se sente ouvida e compreendida, o retorno escolar se torna mais tranquilo, favorecendo o aprendizado e o desenvolvimento emocional”, finaliza.