Baixa umidade do ar no Piauí pode aumentar alergias respiratórias

Umidade abaixo de 30% resseca mucosas e agrava rinite, asma e outras doenças

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta para mais de 180 cidades do Piauí devido à baixa umidade do ar, que deve variar entre 30% e 12%, níveis considerados críticos. Esse cenário coincide com o aumento significativo de atendimentos médicos relacionados a doenças respiratórias, como rinite alérgica, asma e rinoconjuntivite, conforme explica a médica alergista e imunologista Mariana Fernandes, professora da Uninovafapi.

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Segundo a especialista, o clima seco resseca as mucosas do nariz, pulmões e olhos, deixando o organismo mais vulnerável. “Os aeroalérgenos tornam-se ainda mais irritantes em baixa umidade, além de que o ar seco favorece queimadas e a propagação de poluentes, o que agrava as inflamações respiratórias”, alerta. Crianças, idosos e pessoas com imunodeficiências estão entre os grupos mais suscetíveis a complicações nesse período.

Mariana Fernandes recomenda medidas simples para reduzir os riscos, como aumentar a ingestão de líquidos, fazer lavagem nasal com soro fisiológico e usar umidificadores com cautela para evitar mofo. Alternativas caseiras, como toalhas molhadas no ambiente, também ajudam a manter a hidratação das vias respiratórias. Além disso, evitar banhos muito quentes e manter a pele hidratada são cuidados essenciais.

A médica reforça ainda a importância de praticar atividades físicas nos horários de maior umidade, antes das 10h ou após as 17h, e manter o calendário vacinal em dia para fortalecer a imunidade. “Alergias descompensadas podem levar a infecções, por isso a prevenção e o acompanhamento médico são fundamentais nesse período do ano”, conclui Mariana Fernandes.

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