Biofábrica de mosquitos com Wolbachia é inaugurada para combate ao Aedes aegypti

Unidade no DF terá capacidade de produzir 6 milhões de mosquitos por semana e atender 750 mil pessoas

Mosquitos Aedes aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia foram soltos nesta terça-feira (9) no Distrito Federal e nos municípios goianos de Valparaíso de Goiás e Luziânia. A ação marcou a inauguração da biofábrica do método Wolbachia, localizada no Guará, a 10 km de Brasília.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A tecnologia consiste em introduzir a bactéria no mosquito, impedindo que o vírus da dengue, zika e chikungunya se desenvolva em seu organismo, o que reduz a transmissão. “O Wolbito, a partir do momento que entra nesse mosquito, impede a replicação desses vírus. Assim, reduz drasticamente a possibilidade de transmissão”, explicou o secretário de Saúde do DF, Juracy Cavalcante Lacerda.

A nova unidade vai atender dez regiões do DF e dois municípios de Goiás, beneficiando mais de 750 mil pessoas. Com capacidade para produzir até 6 milhões de mosquitos por semana, a operação envolve 20 mil recipientes distribuídos diariamente com o apoio de 26 viaturas e 52 servidores.

Apesar da queda de 75% nos casos de dengue e de 73% nas mortes no primeiro semestre de 2025, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que a prevenção deve continuar. “Este período de menor transmissão é o melhor momento para orientar a população, levantar dados e agir contra a proliferação do mosquito”, disse.

O método Wolbachia já está presente em 16 cidades brasileiras. Curitiba inaugurou em julho a maior biofábrica do mundo, e em Niterói (RJ) os casos de dengue caíram 88% após a adoção da técnica. Até o fim do ano, Natal (RN), Uberlândia (MG) e Presidente Prudente (SP) também devem receber a novidade.

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