Saúde lança campanha para reduzir rejeição familiar à doação de órgãos no Brasil

Meta é reverter negativa familiar, que hoje chega a 45%, e fortalecer confiança no sistema

O Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira (25), em São Paulo, uma campanha nacional com objetivo de estimular a doação de órgãos no Brasil e reverter a taxa de recusa familiar, estimada em 45 %.  Durante o evento no Hospital do Rim, o ministro Alexandre Padilha destacou a necessidade de que as famílias conversem sobre o desejo de doar. 

Foto: Rafael Nascimento/MS

A estratégia central da iniciativa é reforçar a segurança e legitimidade do Programa Nacional de Transplantes. Segundo Padilha, quando profissionais de saúde dialogam com parentes sobre a doação, é importante que saibam que esses profissionais integram um sistema reconhecido nacional e internacionalmente. O governo também ressaltou que o Brasil não opera com comercialização ou tráfico de órgãos. 

Como parte da campanha, foi assinada uma portaria que institui a Política Nacional de Doação e Transplantes, com diretrizes de ética, transparência, anonimato e gratuidade. A norma inclui ainda novas modalidades de transplantes, como intestino delgado e multivisceral, que passam a ser ofertadas pelo SUS. Também foi lançado o programa Prodot (Programa Nacional de Qualidade na Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes), que prevê incentivos para equipes hospitalares envolvidas nos processos de doação. 

O Brasil já ocupa a terceira posição mundial em número absoluto de transplantes e lidera entre países com sistema exclusivamente público. Só no primeiro semestre de 2025 foram realizados 14,9 mil procedimentos. Ainda assim, a campanha enfatiza que, com maior adesão familiar, esse número pode crescer ainda mais, beneficiando milhares de pessoas que aguardam por órgãos em todo o país. 

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