A presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, Leopoldina Cipriano, se reuniu em Brasília com representantes da bancada federal piauiense para discutir o déficit financeiro da rede municipal e buscar alternativas para destravar recursos destinados ao SUS. O principal foco da reunião foi a ampliação do teto financeiro da capital e a garantia de emendas parlamentares voltadas à manutenção e modernização dos serviços de saúde.
Atualmente, 34% da receita própria do município é direcionada para ações de média e alta complexidade, mais que o dobro do mínimo legal exigido, de 15%. Mesmo assim, a rede municipal enfrenta dificuldades financeiras. “Em janeiro de 2025, os relatórios apontaram um cenário crítico em diversos níveis de assistência. Elaboramos planos de ação e já observamos melhorias, mas precisamos avançar mais”, afirmou Leopoldina.
A gestora destacou que o objetivo é consolidar uma parceria permanente com a bancada federal, de modo a estruturar um sistema de saúde mais eficiente, moderno e resolutivo, capaz de atender não apenas aos teresinenses, mas também à população de outros municípios do Piauí.
O encontro ocorre em um contexto de crise financeira e administrativa na saúde municipal. Uma auditoria interna da FMS, divulgada em novembro de 2024, identificou desvios de cerca de R$ 20 milhões. Além disso, o prefeito Silvio Mendes decretou estado de emergência na Saúde no início de 2025, devido à falta de insumos e medicamentos nas unidades públicas. O decreto já foi prorrogado duas vezes, a última em julho, diante da dificuldade de regularização dos estoques.
A FMS pretende, com o apoio da bancada federal, estabilizar o financiamento da rede, garantir transparência na aplicação dos recursos e melhorar o atendimento à população.