O avanço do saneamento básico em Teresina já apresenta reflexos positivos na saúde pública, com a redução de doenças relacionadas à água contaminada. Dados divulgados pela Fundação Municipal de Saúde de Teresina (FMS) apontam que os casos de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA) caíram cerca de 13% em 2025, passando de 75.351 registros em 2024 para 65.671 ocorrências.
A redução também foi observada no Hospital da Criança de Teresina, onde os atendimentos relacionados a essas doenças caíram 22%, passando de 4.003 para 3.121 casos. Os números reforçam a relação direta entre os investimentos em saneamento e a melhoria das condições de saúde da população, especialmente entre o público infantil, considerado mais vulnerável a esse tipo de enfermidade.
Segundo o Ranking do Saneamento 2026, Teresina foi a capital brasileira que mais avançou em saneamento, subindo 14 posições no levantamento. Desde 2017, mais de R$ 1,3 bilhão foram investidos na ampliação dos sistemas de água e esgoto. Nesse período, a cobertura de esgotamento sanitário saltou de cerca de 19% para mais de 59%, enquanto o abastecimento de água tratada foi universalizado na zona urbana em 2020, beneficiando mais de 826 mil moradores.
Os investimentos incluem a implantação de centenas de quilômetros de redes de abastecimento e esgotamento, perfuração de poços e ampliação das estações de tratamento. De acordo com a diretora-presidente da Águas de Teresina, Lucilaine Medeiros, o saneamento tem papel essencial na prevenção de doenças e na promoção da qualidade de vida. Dados da Organização Mundial da Saúde também mostram esse impacto, indicando que cada R$ 1 investido em saneamento pode gerar economia de cerca de R$ 4 em gastos com saúde pública.