A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) definiu o preço máximo da primeira caneta emagrecedora produzida no Brasil à base de semaglutida sintética. O medicamento, desenvolvido pela EMS após o encerramento da patente do Ozempic, poderá ser comercializado por até R$ 803,44 por unidade, sem considerar a incidência de ICMS.
A entrada de uma versão nacional das chamadas canetas emagrecedoras deu mais um passo para chegar ao mercado brasileiro. Após aprovar a fabricação do medicamento Ozivy, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabeleceu o teto de preço para a comercialização do produto desenvolvido pela farmacêutica EMS.
O valor máximo autorizado é de R$ 803,44 para a embalagem contendo uma caneta na concentração de 1,34 mg/ml. Nos casos em que a comercialização ocorrer em embalagens com duas unidades, o limite chega a R$ 1.606,88. Os valores definidos pela agência não incluem a cobrança do ICMS, cuja alíquota varia de acordo com cada estado.
Produzido com semaglutida sintética, o Ozivy pertence à classe dos medicamentos agonistas do GLP-1, utilizada principalmente no tratamento do diabetes tipo 2. A categoria ganhou popularidade nos últimos anos por também auxiliar no controle do peso corporal, o que levou esses produtos a ficarem conhecidos como "canetas emagrecedoras".
A autorização para produção nacional ocorreu após o encerramento da proteção patentária do Ozempic no Brasil, em março deste ano. O pedido de registro do novo medicamento havia sido protocolado pela EMS em 2023.
Embora a Anvisa tenha definido um limite máximo para a comercialização, a decisão sobre o preço final ao consumidor caberá à fabricante. Recentemente, representantes da farmacêutica afirmaram que a estratégia da empresa é oferecer o produto com valor cerca de 30% inferior ao praticado pelas principais opções atualmente disponíveis no mercado.
Para calcular o teto autorizado, a agência reguladora utilizou como referência medicamentos já comercializados no país que possuem a mesma indicação terapêutica e posologia aprovadas em bula, entre eles o Ozempic e o Extensior. A expectativa do setor é que a chegada de uma versão nacional amplie a concorrência e aumente o acesso dos pacientes ao tratamento.