A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da venda, distribuição e uso de lotes de medicamentos destinados ao tratamento de hipertensão, insuficiência cardíaca e câncer de mama. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e inclui produtos que apresentaram problemas de qualidade e inconsistências nas informações das embalagens.
O primeiro caso envolve o medicamento Halaven (mesilato de eribulina), utilizado no tratamento de câncer de mama. Segundo a Anvisa, a fabricante United Medical Ltda. comunicou o recolhimento voluntário do lote 148386 após identificar que a quantidade do princípio ativo estava abaixo dos parâmetros aprovados para o produto.
A agência também suspendeu a comercialização e o uso de nove lotes do medicamento maleato de enalapril 20 mg, fabricado pela Hipolabor Farmacêutica Ltda. O remédio é indicado para o tratamento da hipertensão arterial e da insuficiência cardíaca. A medida foi adotada após a constatação de erro na rotulagem das embalagens, que informavam equivocadamente a dosagem de 10 mg, embora o conteúdo correspondesse à apresentação de 20 mg.
Os lotes afetados do enalapril são: 0062/26M, 0063/26M, 0064/26M, 0088/26M, 0089/26M, 0358/26M, 0415/26M, 0506/26M e 0507/26M.
A Anvisa orienta que pacientes que possuam os medicamentos suspensos interrompam imediatamente o uso e procurem orientação médica ou farmacêutica para avaliar a continuidade do tratamento e possíveis substituições. Os consumidores também podem buscar informações junto aos serviços de atendimento das fabricantes.
Além desses casos, a agência determinou o recolhimento do lote 8891 de Água para Infusão. De acordo com a Resolução RE nº 2.238, de 1º de junho de 2026, a medida cautelar foi direcionada exclusivamente ao laboratório JP Indústria Farmacêutica S.A., após a identificação de irregularidades relacionadas ao produto. A decisão não possui qualquer relação com a Fresenius Kabi Brasil ou com medicamentos fabricados pela empresa.
Outra medida publicada pela Anvisa proíbe a fabricação, comercialização, distribuição e divulgação das cápsulas de óleo de pequi produzidas pela R.T.K Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais Ltda. Segundo a agência, o produto não possui registro sanitário e a empresa não tem autorização para fabricar medicamentos.