Economia do cuidado traz desafios para a saúde integral das mulheres

Projetos sociais e políticas públicas buscam reduzir impactos físicos e emocionais

Por Carlos Sousa,

A saúde integral das mulheres enfrenta desafios significativos relacionados à economia do cuidado, conceito que engloba o trabalho necessário para a manutenção da vida, como cuidados com crianças, idosos e pessoas doentes, além de tarefas domésticas, remuneradas ou não. Grande parte dessa responsabilidade ainda recai sobre mulheres, impactando diretamente seu bem-estar emocional.

Foto: ReproduçãoWyden
Wyden

O acúmulo de tarefas domésticas e profissionais pode aumentar sintomas de ansiedade, estresse, esgotamento e insatisfação com a vida, reduzir tempo de lazer, afetar a qualidade do sono e comprometer a autonomia financeira e profissional.

Segundo Karol Pessoa, coordenadora do curso de Psicologia da Unifacid Wyden, enfrentar essa realidade exige políticas públicas que incluam:

  • Creches e subsídios para ampliar a participação feminina no mercado de trabalho;
  • Licenças familiares e jornadas flexíveis;
  • Serviços de apoio psicológico e promoção do autocuidado;
  • Redistribuição das tarefas de cuidado entre todos os membros da família.

Em casos de agravamento de sintomas de ansiedade, depressão ou esgotamento, o apoio psicológico profissional e a prática regular de atividade física são fundamentais para a manutenção da saúde física e mental.

Projetos sociais voltados ao bem-estar

Iniciativas como o Projeto Pele Livre, desenvolvido pelo setor de Fisioterapia da Unifacid Wyden em parceria com instituições de acolhimento, exemplificam como o cuidado pode transformar vidas. O projeto atende mulheres vítimas de violência doméstica, oferecendo atendimentos dermatofuncionais que amenizam marcas físicas, promovem relaxamento, aliviam tensão muscular e resgatam a autoestima e dignidade.

Complementando, o curso de Psicologia realiza o projeto Acolhe(DOR) em parceria com o Ministério Público, oferecendo apoio psicológico a mulheres vítimas de violência na policlínica da instituição. Juntas, essas iniciativas atuam de forma integral no bem-estar físico, psicológico e social do público feminino.

Além dos benefícios diretos às mulheres atendidas, os projetos proporcionam aprendizado prático aos alunos, integrando teoria e prática. O professor de Fisioterapia, José Ivo, destaca: “Conseguimos aliar a teoria vista em sala à prática com pacientes que sofreram violência, estimulando e aprimorando a formação do aluno a curto e longo prazo”.

Essas ações reforçam a necessidade de políticas públicas e iniciativas sociais que valorizem o cuidado e promovam a saúde integral das mulheres, considerando as diferenças sociais, vulnerabilidades e impactos emocionais relacionados ao acúmulo de responsabilidades.

Fonte: Ícone Comunicação

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