Trump fecha o caixão do bolsonarismo

Bolsonarismo errou o alvo

Por Miguel Dias Pinheiro, advogado,

Em artigo publicado em rede nacional, o repórter de política e economia, César Fonseca, diz que Trump não quer repetir, em relação ao Brasil, o erro que cometeu relativamente à Índia. Os indianos, tratados como cachorro morto por Trump, aproximaram-se da China e da Rússia, da qual adquirem petróleo a custo baixo. Agredir o Brasil poderia aproximá-lo, como integrante do BRICS, da China e da Rússia. A maior aproximação do Brasil desses dois países fragiliza a influência dos Estados Unidos sobre a América Latina.

Verdadeiramente, o surpreendente telefonema de Trump para Lula repercutiu em todo o mundo. E deixa o bolsonarismo sem sua única moeda de troca, como avalia o jornalista Miguel do Rosário. Tinham em Trump um trunfo para se opor a Lula em 2026. Falhou!

Para o jornalista, conversa de Lula e Trump fecha o caixão do bolsonarismo. Enquanto Lula articulava em alto nível, a família Bolsonaro assistia sua irrelevância ser decretada em tempo real. Eduardo Bolsonaro, que se vendia como o único canal com Trump, foi atropelado. Sua postagem desesperada prometendo não deixar que seu pai fosse tratado como “uma carniça política a ser rapinada por abutres” soa patética diante dos fatos.

Pressionado pela sociedade americana, sobretudo pela classe empresarial, no telefonema a Lula o presidente Trump reconheceu que os Estados Unidos “estão sentindo falta” do café brasileiro, um dos produtos afetados pela tarifa de 50% imposta por Washington sobre as exportações do Brasil.

Os Estados Unidos são o maior consumidor e importador de café do mundo. A produção nacional é vital para abastecer o mercado, já que o café é uma fruta tropical cultivada apenas em regiões próximas ao Equador — e o cultivo americano se limita a pequenas áreas no Havaí, Porto Rico e no sul da Califórnia. E os Estados Unidos precisam do Brasil.

Após a conversa de Trump e Lula, o governo brasileiro avalia que o diálogo foi um passo importante para tentar evitar uma escalada de retaliações e restabelecer a normalidade nas exportações, sobretudo de aço, alumínio e café, os produtos mais afetados pelas medidas impostas por Washington.

Fonte: Portal AZ

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