Direita brasileira é como "cão mijando no caos"
A ambiguidade política que predomina
Fernando Henrique Cardoso (FHC), ex-presidente da República, tucano mais emplumado do PSDB, certa vez chamou as pessoas que se aposentavam antes dos 50 anos de vagabundas. Seriam os "vagabundos" no contexto de uma discussão sobre a reforma da Previdência Social em um dos governos dele.
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Arrependeu-se, retratou-se e pediu desculpas pela expressão ofensiva. Afirmando que a expressão "vagabundos" era direcionada aos "marajás". Ou seja, às pessoas que se aposentavam precocemente para assumir outros empregos e ter uma vida de privilégios.
Veja o que ele disse: “Fiz a reforma da Previdência para que aqueles que se locupletam da Previdência não se locupletem mais, não se aposentem com menos de 50 anos, não sejam vagabundos em um país de pobres e miseráveis”.
Nos últimos tempos, Bolsonaro pediu desculpas a ministros do STF e negou plano de golpe de estado em depoimento à Suprema Corte. Ele afirmou que "não tinha indícios' quando acusou Alexandre de Moraes de ter recebido propina para fraudar a eleição de 2022.
Ainda presidente da República, em vídeo, Bolsonaro acusou o STF, a OAB e demais partidos de oposição ao governo dele de serem "hienas" que o estavam devorando. “Me desculpo publicamente ao STF, a quem porventura ficou ofendido. Foi uma injustiça, sim, corrigimos e vamos publicar uma matéria que leva para esse lado das desculpas. Erramos e haverá retratação”, disse.
Ninguém assume nada! É impressionante a direita brasileira! Pusilânimes, covardes que não têm capacidade de se impor e dizer o que querem com firmeza e coragem. Fingem e mentem envergonhados.
A propósito, a expressão "direita que não assume" ganhou força no debate político nacional. A expressão é frequentemente usada para descrever políticos com posições dúbias. Em verdade, ambíguos, que adotam discursos que mudam de posição dependendo das conveniências e da repercussão negativa.
Recentemente, o jornal Folha de S.Paulo vaticinou: "Como movimento político, a direita não existe no Brasil. Não há coesão de ideias, planejamento, diálogo e sequer um partido".
Nos últimos tempos, a ambiguidade política predominou na direita e na extrema direita. Caracterizada pela falta de clareza em temas importantes para a sociedade. Políticos de ambas as facções mais confundem do que esclarecem para a opinião pública.
Enfim, uma zorra, uma grande bagunça, uma confusão e uma desorganização generalizada. Segundo analistas políticos, tanto a direita como a extrema direita vivem, hoje, um estado de desentendimento flagrante, de falta de unidade histórica, um caos a depender de um contexto de momento. O professor Joao Cezar Castro Rocha consegue decifrar muito bem a questão: "Cão mijando no caos".
Fonte: Miguel Dias Pinheiro