Descortinando ideias?

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Por Josenildo Melo,

    O que é o ato de descortinar? Mostrar, clarificar, tornar algo evidente. Eis o que deveria ser o propósito de todo ato de noticiar. Produzir conteúdo é algo muito sério. Mas Jornalismo opinativo não é de fato jornalismo? De onde tiraram esta “nova ideologia”? O ato relevante de construir um texto requer o livre pensar e consequentemente tempo e disponibilidades ideais para isso; não é simplesmente ter uma ideia ou ideal a “ventilar”. É muito mais que isso. O Brasil precisa cada vez mais ser “descortinado politicamente”. Analise as manchetes dos “principais meios de comunicação social” do país neste exato momento. Algo de fato relevante? Percebeu e “sentiu” o simples propósito de exaltar algo ou alguém? Tem dias que dar dó abrir e dar simplesmente uma olhada geral. Tem um provérbio reformado que enfatiza que quando alguém se dispuser a fazer algo que faça o melhor. O concentrar-se no que pegou como responsabilidade é algo árduo, mas que com o passar do tempo perceber-se-á que é diferente e praticamente o contrário de tudo e de todos. A velha mídia tem dias que parece que um liga pro outro e diz: hoje iremos reproduzir esta manchete; será que a do “seu veículo de comunicação” poderia ser igual?
    Descortinando ideias? E também ideais? O que é mesmo uma ideia? Uma ideia é um conceito, pensamento ou representação mental abstrata que surge na mente, sendo o ponto de partida para criar algo novo, um plano, uma solução ou uma percepção, podendo ser uma noção, lembrança, ou mesmo uma intenção, ainda sem materialização concreta. Pode vir da experiência (empirismo) ou ser inata, variando de uma simples imagem mental a um sistema complexo de pensamento, como nas filosofias de Platão ou Kant. Isso é algo tão forte e empregnado (carregado) de contexto ideológico sistemático estruturante que tem gente capaz até mesmo de dizer que Deus é apenas uma ideia criada pela mente humana. Ave Maria! Valei nos Nossa Senhora da Imaculada Conceição. E assim anda o mundo e suas “contaminações”. Nos dias atuais existe praticamente “uma doença da alma no mundo político”? Muitos estão a tentar explicar a razão da República Federativa do Brasil nunca despontar sócio, econômico e industrialmente. Seria por isso?
    Descortinando ideias? Neste sentido não tem nada de bom e de eloquente? Claro que tem. O real desejo de que surja algo fora do Eixo Lula-Bolsonaro. O que o segundo organizou parece que o primeiro tenta destruir a todo custo? Há mais de três anos isso vem acontecendo? Não se fala em outra coisa neste país a não querelas e “sequelas” políticas e fica esse puxa e encolhe que não acaba nunca. Mas não tem ninguém que possa desbancar estes dois sistemas? Pode até ser que tenha, mas não com a envergadura dos dois citados anteriormente. Se o que a sociedade não pode deixar de reconhecer é essa   teimosia tanto por parte de um lado como de outro. E como descortinar o indescortinável?
    Implantar de uma vez por todas a teoria econômica atribuída ao Calvinismo. E o que seria, mas que “no fundo verdadeiramente”, não é? A teoria econômica do calvinismo está intrinsecamente ligada à tese do sociólogo alemão Max Weber em sua obra clássica A Ética Protestante e o "Espírito" do Capitalismo. Weber argumentou que certos valores do calvinismo criaram as condições culturais e morais que favoreceram o desenvolvimento do capitalismo moderno no Ocidente. Acatadas ou não pelos excelentes protestantes o certo é que todo país que de fato a implantou conseguiu êxitos sociais e econômicos relevantes. Chega do mais e do mesmo. Que A República Federativa do Brasil seja capaz de erguer algo novo e de fato relevante para potencializar-se de FATO! 

Fonte: Por Josenildo Melo

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