Militares traíram Maduro e podem trair Lula
Não é "ficção"! É constatação!
A falsidade militar aqui tratada refere-se a condutas de mentir, omitir ou distorcer informações no contexto das Forças Armadas. Não estou falando de transgressão disciplinar, mas, de enganação, de ausência de confiabilidade.
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A enganação militar pode se referir a golpes financeiros (estelionato, corrupção,etc.). Como, também, a tentativas de golpes de estado e conspirações políticas envolvendo a alta patente. É comum dentro das Forças Armadas atos antidemocráticos que visam desestabilizar o Estado Democrático de Direito. Aliás, o Brasil é "PHD" em golpes ou tentativas!
Passada a primeira "tempestade", Maduro pode ter sido vítima de uma traição militar que. Não por acaso o governo da Venezuela decretou que todas as pessoas envolvidas no ataque dos Estados Unidos (EUA) a Caracas devem ser presas. E as maiores suspeitas recaem nos militares venezuelanas.
“Maduro pode não ter sido preso, mas entregue. Tenho uma sensação de que, pressionados pelo Trump, que precisava de algum troféu, os militares entregaram o que não era deles”, avalia o professor de Relações Internacionais da ESPM, Leonardo Trevisan.
O professor Trevisan aponta que a relação de Maduro com as Forças Armadas venezuelanas sempre se mostrou frágil. Diferentemente de Hugo Chávez, que construiu sua trajetória entre os militares, Maduro nunca estabeleceu um vínculo orgânico com esse grupo de poder. Ex-motorista de ônibus e líder sindical do metrô de Caracas, Maduro passou a ser visto, desde o início, como uma figura externa ao universo militar.
O professor de relações internacionais Sidney Leite acha que houve facilitação para captura de Maduro na Venezuela: (...) “o que sugere algum tipo de conivência interna, algum tipo de traição no próprio interior do governo”.
E Lula, tem alguma relação forte e de confiança com nossos militares para, possivelmente, conter uma agressão externa? Não! Porque não é "ficção", é constatação!
Para o professor Carlos Fico, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a politização das Forças Armadas no Brasil aumentou a partir dos governos Temer e Bolsonaro. Diante do "entreguismo" dos dois governos citados, a questão não é de paz até os dias atuais. O que pode colocar Lula em uma situação periclitante, para se repetir aqui no Brasil a traição ocorrida na Venezuela. Traição que é alimentada há anos pelos americanos.
A máxima de que "militares brasileiros são entreguistas" é real há anos. É uma crítica direta às Forças Armadas, que sempre apoiaram políticas alinhadas a interesses estrangeiros, especialmente dos EUA.
Estou convencido de que há, sim, a possibilidade de uma "traição" a Lula. Ainda que não se possa generalizar, continua um forte sentimento golpista no seio da caserna brasileira. A existência de militares individualmente envolvidos em atividades ilegais e a persistência de desconfiança indicam que a relação com Lula é um desafio. Assim sendo, o presidente brasileiro corre sério risco de ser "entregue de bandeja".
Fonte: Portal AZ