CULTURA: Bolsonaro foi epicamente irresponsável
Visão de Bolsonaro foi pobre e medíocre
É fato que Bolsonaro extinguiu o Ministério da Cultura para criar uma secretaria quase sem expressão. É fato, também, que o ex-presidente "desmantelou" a instituição e a asfixiou financeiramente.
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Na premiação do Globo de Ouro do filme Agente Secreto, manifestações brasileiras se reportaram à tragédia que foi Jair Bolsonaro para a nossa cultura. Ficou provado que o ex-presidente não possui cultura, aqueles critérios mínimos de educação.
O cineasta Kleber Mendonça Filho, diretor do filme, foi cáustico na análise: "Há cerca de dez anos, o Brasil sofreu uma guinada bem drástica à direita e esses tempos agora se foram, com o ex-presidente (Jair Bolsonaro) agora preso. Ele foi epicamente irresponsável em não liderar o país e realmente acho que o cinema pode ser uma forma de expressar algumas insatisfações que temos em termos de sociedade".
Wagner Moura, ao conquistar o prêmio de melhor ator, foi direto ao assunto: “Acho que a cultura e a democracia andam juntas, e no Brasil temos, finalmente, depois de um período obscuro, uma democracia na qual podemos respirar e um governo que entende que a cultura é importante para o desenvolvimento de um país. Democracia, cultura e filmes, eles coexistem, não vivem um sem o outro”.
Dita a máxima universal de que "um povo sem cultura ou um país sem cultura não tem alma, identidade, história, educação, valor, memória,..." Sem cultura não há inovação e progresso.
A cultura é a identidade de um povo. Unindo pessoas em torno de valores, crenças, tradições,... A cultura se expressa de inúmeras formas: na arte, na música, na literatura, na culinária, no cinema, ... Enfim, como diz o pensador Ailton Carvalho, "um povo sem cultura é um povo sem História!"
A destruição da cultura no governo Bolsonaro foi até tema de livro. É o que constamos da síntese que inspirou "O Fim do Ministério da Cultura: Reflexões sobre as Políticas Culturais na Era Pós-MinC". Na avaliação da extinção do Minc e suas consequências nefastas, a obra mostra como Bolsonaro teve “uma visão colonizada, pobre, medíocre e rasa de cultura”.
Fonte: Portal AZ