A razão de tudo?

Por Josenildo Melo

Por Josenildo Melo,


    A razão de todos os males? Afinal o que é mesmo a razão? A razão é a capacidade mental humana de pensar, calcular, formar juízos e compreender conceitos de forma lógica, permitindo deduzir conclusões a partir de premissas. Ela é fundamental para resolver problemas e distinguir o verdadeiro do falso. Em matemática, é o quociente entre dois números, representando a comparação, ou divisão, entre duas grandezas. Qual a razão do introito? Acabou de pensar alguém que fez bom uso da razão! Todos os males são creditados ao dinheiro e quando o país se enche de escândalos muitos de forma rápida e sem fazer muito bom uso da razão atribuem tudo isso ao dinheiro. É justo, é correto afirmar precipitadamente isso? Lógico que não. O dinheiro faz bem e quem faz bom uso do mesmo é capaz de ganhar até mesmo o reino dos céus; se trabalhar de forma honesta e conseguir acumular o mesmo e gerar empregos e renda. O contexto da abordagem deve ser outro! A melhor pergunta não seria; o que leva as pessoas a fazerem tudo por dinheiro?
    A razão de todos os males? É o dinheiro? Não é mesmo; agora “não tem uma religião ou pessoa de fato religiosa” que afirme categoricamente isso? Existe SIM. João Calvino em seu livro o pensamento econômico e social chega a dizer em outras palavras que viver bem e possui riquezas financeiras é dom de Deus e um dos sinais de ser um dos eleitos. Agora também ele fala bastante da piedade; algo salutar e que muitos não levam em conta. O que é a piedade? O conceito (pietas) ensinado por Calvino se fundamentava no conhecimento de Deus, incluindo atitudes e ações direcionadas à adoração e ao serviço de Deus. Além disso, a pietas de Calvino incluía uma hoste de temas relacionados, tais como o amor nos relacionamentos humanos e o respeito à imagem de Deus nos seres humanos. Essa piedade é evidente em pessoas que reconhecem, por meio da fé experiencial, que foram aceitas em Cristo e enxertadas no corpo dEle, pela graça de Deus. Nesta “união mística”, o Senhor declara essas pessoas como pertencentes a Ele, tanto na vida como na morte. Elas se tornam povo de Deus e membros de Cristo pelo poder do Espírito Santo. Este relacionamento restaura-lhes o gozo da comunhão com Deus e recria-lhes uma nova vida. Liberta-as da escravidão ao mundanismo carnal. Além do aspecto teológico; João Calvino chega a afirmar que o homem piedoso é capaz de ajudar não somente aos seus irmãos de fé, mas a todos aqueles que de fato necessitem de apoio/ajuda!
    A razão de tudo? De todos os problemas e das maldades humanas? É o dinheiro? Claro e evidente que NÃO. Um excelente patrão remunera adequadamente aos seus funcionários e colaboradores. Você conhece a história de grandes homens que demonstraram que não foram apegados ao dinheiro? O exemplo de um deles é Thomas Morus (1478-1535). Mas quem foi esse que ninguém conhece? Todo bom europeu conhece a sua história e isso pode se estender a todos aqueles que gostam da literatura de valores. Thomas Morus foi um influente filósofo, estadista, humanista e escritor inglês, famoso por sua obra “Utopia” e por ser o primeiro excelente católico a ocupar o cargo de Chanceler da Inglaterra, servindo ao Rei Henrique VIII, mas sendo executado por se recusar a reconhecer a supremacia do rei a Igreja Católica, tornando-se um mártir e santo. Thomas Morus é um símbolo de integridade e fidelidade à consciência, defendendo a fé contra as pressões políticas de sua época, afirmando antes de morrer (ser executado): “Sou um bom servo do rei, mas primeiro de Deus. A questão não é o dinheiro, mas a falta de caráter. O que é o caráter? Segundo a Sagrada Escritura? É o caráter — a formação por meio da obediência às leis da vida conforme reveladas pelo evangelho de Jesus Cristo, que veio ao mundo para que tivéssemos vida e a tivéssemos com abundância; a principal preocupação do homem na vida não deve ser a aquisição de ouro, fama ou bens materiais!

Fonte: Portal AZ

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