Carta aos Gálatas?
Por Josenildo Melo
A todo o mundo moderno e contemporâneo! Quem seria capaz de, por livre e espontânea vontade, se submeter novamente à escravidão depois de conquistar a liberdade? Essa foi a pergunta que Paulo fez aos gálatas, que estavam abrindo mão de sua liberdade em Cristo para servir novamente à lei. O sacrifício de Jesus Cristo proporcionou salvação a todos os que creram, mas o que isso significava para a Lei de Moisés? A observância da Lei continuava ou não a ser uma exigência? A Igreja da Galácia estava dividida quanto a essa questão, e Paulo escreveu esta carta para chegar a um acordo quanto à disputa que estava sendo travada. Depois de abrir com uma brevíssima introdução, Paulo passa imediatamente ao cerne da questão: se as pessoas que creem são justificadas pela graça por meio de Cristo, por que tantos gálatas insistiam em fazer outras exigências? Paulo faz um relato de suas experiências em Jerusalém e Antioquia para mostrar que guardar a lei não é requisito para a fé cristã. Em seguida, ele tira uma lição a partir da vida de Abraão, que viveu mais de quatrocentos anos antes de a lei ser concedida por Deus. Abraão foi justificado por sua fé, e não por seus feitos. Da mesma maneira, os gálatas estavam livres da lei – ou seja, livres para servir a Cristo e ser transformados pelo Espírito Santo. Paulo passa de perseguidor a ser perseguido. Era fariseu e homem da lei!
O que é mesmo a carta aos gálatas? Escrita pelo apóstolo Paulo, é um documento contundente focado na defesa da justificação pela fé em Jesus Cristo e na liberdade cristã. Ela combate a influência de falsos mestres que exigiam que cristãos não judeus seguissem a lei de Moisés, como a circuncisão, para serem salvos. Paulo enfatiza que o homem é justificado exclusivamente pela fé em Jesus Cristo, e não pela obediência às obras da lei mosaica. A carta declara que Cristo libertou os crentes do jugo da lei e do pecado, chamando-os a viver na liberdade do Espírito, em vez de retornar à escravidão de ritos. Saulo defende sua autoridade apostólica e a autenticidade do Evangelho que pregou, afirmando ter recebido a mensagem diretamente de Deus. A epístola destaca que, em Cristo, não há distinção entre judeus e gregos, escravos ou livres, homens ou mulheres; todos são um, vivendo pelo amor gratuito. Paulo contrasta as obras da carne com o “fruto do Espírito”, incentivando uma vida santa guiada pelo Espírito Santo. Frequentemente chamada de “Carta Magna da liberdade cristã”, Gálatas é uma resposta de Paulo, o amigo de Deus, à tentativa de corrupção do evangelho da graça na região da Galácia. Excelente!
Qual a razão de escrever sobre as Cartas de Paulo? A Igreja está sempre em caminho e rumo à santidade. Vida moral e correta arrastam multidões! Os exemplos costumam falar muito mais que as palavras. Paulo, Agostinho de Hipona e inúmeros outros sofreram e padeceram no Mundo Mundano. Vivenciaram o dia a dia em meio a todo o tipo de gente. Na Igreja de Cristo Jesus, Deus; sempre existiram, existe e existirão os lobos em peles de cordeiros. Em suma, somos salvos pela graça de Deus, por meio da fé em Cristo – e nada mais. Qualquer outro ensinamento é uma perversão da verdade. Diante de Deus, somos justificados pela fé, e é também por ela que somos tornados povo de Deus. Por sermos livres em Cristo, jamais devemos permitir que alguém nos engane, levando-nos a pensar que precisamos conquistar a nossa salvação. Mas temos de colocar em prática o evangelho, o que acontece quando nos submetemos ao Espírito de Deus e amamos o próximo como a nós mesmos. Lembremo-nos que somos pó e ao pó retornaremos. Creia em Cristo Jesus, Deus; e serás salvo tu e toda a sua família diz a Bíblia. Quando rezamos falamos com Deus e quando lemos a Sagrada Escritura Cristo Jesus, Deus; nos fala. Não perca tempo. Reserve o melhor do seu tempo ao bom DEUS!
- Participe do nosso grupo de WhatsApp
- Participe do nosso grupo de Telegram
- Confira os jogos e classificação dos principais campeonatos
Fonte: Portal AZ