​​​Quem é a moça do batom?

Entrevista de Débora Rodrigues expõe rotina na prisão e levanta questionamentos sobre julgamentos no país

Por Josenildo Melo,

​Saiba na capa da Influente e Conceituada Revista Oeste desta semana. Eis a capa: A moça do batom – Em sua primeira entrevista, Débora Rodrigues relata a vida na cadeia, as ameaças de outras detentas, a separação dos filhos e a rotina em prisão domiciliar depois da condenação pelo 8 de janeiro. O escritor Luís Fernando Veríssimo costuma dizer que no Brasil o fundo do poço é apenas uma etapa. Mais do que real, a frase agora soa até otimista. Depois de enterrada a operação Lava Jato, o país que parecia ter dado alguns passos para frente foi arremessado de volta a uma trajetória marca pela corrupção endêmica, pela injustiça e pela falta de investimentos básicos em infraestrutura. Fora o resto. Eis as palavras inicias de Branca Nunes, diretora de redação em sua carta ao leitor desta semana.  

​Quem é a moça do batom? Saiba na conceituada e influente Revista Oeste desta semana. No artigo Hora de Partir – Moraes deveria ouvir a voz do povo e dar o fora – O Influente, Honesto e Conceituado Jornalista Augusto Nunes diz no introito que não passaram de 200 (duzentos) os brasileiros que nos anos 1970 aderiram a grupos decididos a derrubar a bala o regime militar. Mas milhares de combatentes que ignoravam a indiferença entre um trabuco e um fuzil conseguiram vagas no Programa Bolsa Ditadura, que continua garantindo a sobrevivência até de filhos e netos de gente que jamais apertou um gatilho. Quando esses guerrilheiros de botequim começaram a embolsar gordas indenizações e mesadas distribuídas pelas comissões de anistia, Millôr Fernandes demoliu a farsa com meia dúzias de palavras: “Pensei que fosse ideologia. Era investimento.

​Quem é a moça do batom? Assine a Influente e Conceituada Revista Oeste e saiba um pouco mais. Em Artigo intitulado Anjo Exterminador – Alexandre Garcia diz que o destino enviou Vorcaro para fazê-los revelar o próprio caráter, a falta da moralidade. Democracia, quantos crimes se cometem em teu nome! – aplica se à atualidade brasileira a paráfrase das últimas palavras de Madame Roland, antes de ser guilhotinada na Revolução Francesa. Mano Roland perdeu a cabeça em 1793; em tempos de hoje, Débora perdeu a liberdade por uma pichação com batom, o Sr. Hahn por um pix de 500,00 (quinhentos reais). O clezão perdeu a vida por estar nas manifestações do 8 de janeiro. Todos foram julgados no Supremo, mesmo tendo como juiz natural a primeira instância. Foram julgados por atacado, sem direito a recurso em instância superior. Imputaram-lhes o crime de golpe de Estado e associação criminosa armada – e ninguém estava armado, nem estava dando golpe de Estado. Mas a maior parte da mídia calou a opinião pública com a versão de que o Supremo agira em defesa da democracia. A Constituição ficou de lado, o devido processo legal foi atropelado, mas foi um vale tudo em defesa da democracia.

​49,90 (quarenta e nove reais e noventa centavos) é o preço de uma assinatura da Revista Oeste. Com este valor tem gente que consome em apenas algumas horas cervejas e cachaça. Mas é um direito da pessoa fazer o que quer com o seu dinheiro? E quem está dizendo o contrário? Mas uma coisa é certa. Gente honesta, íntegra e que trabalha diariamente e que recebe o seu dinheiro suado faz a assinatura de algo que vai lhe mostrar o Brasil de acordo com o Jornalismo sério e íntegro e não o de versões com narrativas. Escrever é algo muito sério. Trabalhar é algo, mas sério ainda. Dinheiro pra ganhar é muito difícil. Principalmente nos dias de hoje. Invista naquilo que NUNCA poderão lhe “roubar”. O conhecimento é o único investimento atualmente seguro na República Federativa do Brasil. Acordar, estudar, batalhar é algo duro. Desfrute de um dos poucos prazeres que ainda vale a pena. Estudar, ler, agregar conhecimento faz bem à coletividade.

Fonte: Josenildo Melo

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