Milhões e milhões?

Josenildo Melo

Por Josenildo Melo,

De quê e de quem? De pessoas, de seres humanos, brasileiros desempregados. Ninguém acredita nos números divulgados oficialmente. Qualquer pessoa em sã consciência e que sai pra fazer sua caminha ou corrida matinal percebe que os números não batem. É gente zanzando pra cima e pra baixo. E não são pessoas que estão aposentadas, muito menos profissionais liberais ou pessoas que já estão com a vida estabilizada financeiramente. É um descer e subir de gente a pé, de bicicletas, de motos e carros usados. Um Estado ou País que tem gente trabalhando e produzindo não tem milhões de pessoas nas ruas entre 7 e 10 horas da manhã. Tem alguma coisa errada nos números. Mas é gente que ganha dinheiro no mercado financeiro e que aplica seu dinheiro e está sossegado. Não tem lógica isso. Não são milhares, são milhões de pessoas diariamente “zanzando pra cima e pra baixo” sem fazer nada!

​Milhões e milhões? De gente “desempregada”, sem produzir nada ou algo de útil a uma nação que deveria ser uma das mais prósperas do Mundo. E aqui não é o mero olhar capitalista de apenas perceber a produtividade ou não das pessoas. São os números o objetivo da ótica observacional. E além de não estarem “empregados” estas pessoas são as que numericamente geram mais dívidas? Alguns especializadas dizem que a ociosidade demasiada produz até mesmo mais dívidas. Então, a junção de gente sem produzir e endividada em que resultará? Em intranquilidade, insegurança. E tem mais: vá perguntar a alguns em situação difícil e oferecer algo para que ganhe algum dinheiro? Você pode receber respostas “enviesadas” do tipo: pra quê? O “desenrola” não está aí é pra resolver os problemas das dívidas? Trabalhar pra quê se tem os “benefícios pra receber” e sem dar um prego em uma barra de sabão? E já tem gente esperando um extra: pergunte sobre momento eleitoral pra ver o que muitos respondem: “é ano bom, é ano eleitoral, vai ter um extra”. Só que está tendo algo diferenciado: desta vez estão dizendo “abertamente que receberão e não entregarão a mercadoria prometida”. 

​Ave Maria. Valei-nos Jesus. Mas o crédito não anda solto por aí? Não vão agora liberar FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, pra quem está endividado? Vinte por cento pro pagamento de dívidas. Olha tem um ditado bíblico até. Quem não é fiel no pouco será fiel no muito? Quem não consegue equacionar suas dívidas não conseguirá NUNCA FAZER INVESTIMENTOS. Tem gente que ganha um pouco mais se vira com o mesmo. Dívidas somente geram dívidas. O que pensa o povo? Um dos desenrolas teve em um ano, sabe o que aconteceu no próximo desenrola? Já tinham mais de 9 (nove) milhões de novos endividados. 430% (quatrocentos e trinta por cento ao ano) em um crédito rotativo de cartão de crédito não tem quem consiga ficar sem dívidas!

​Milhões e milhões? De desempregados. Gente zanzando pra cima e pra baixo. E endividados. Tudo vira uma “bola de neve”. Tem Bispos, Padres e Pastores que ajudam a uma pessoa em um mês e no na próxima semana a mesma pessoa já vem com outro problema diferente pra resolver. Assim não tem piedade que dure muito tempo. É por isso que até mesmo neste sentido JOÃO CALVINO ensina que o economizar e o impulsionar de uma economia advém de cristãos organizados financeiramente. Quem ganha apenas 2.000 ou 3.000 (dois ou três mil por mês) não tem como fazer seus pagamentos se gastar no mesmo mês 8.000 (oito mil reais). E se recorrer aos aplicativos (bancos digitais) aí pronto, a vida não se organiza nunca. VIDA FINANCEIRA organizada é sinônimo de cristão exemplar. Milhões e milhões zanzando pra cima e pra baixo e contanto com limites de cartões de crédito; jamais desenvolverá uma nação. Eis a atual realidade brasileira!!

Fonte: Portal AZ

Comente

Pequisar