Depois de experiência na seleção, piauiense projeta desafios no rugby XV
Atleta do Delta rugby voltou da seleção motivada a se redescobrir dentro do rugby XV
No final do mês de agosto, a piauiense Addalucia Nascimento esteve em meio a uma nova fase do rugby brasileiro feminino. Convocada para integrar a seleção principal da modalidade, Adda pode viver pela primeira vez a experiência de disputar uma partida no rugby XV.
Addalucia (Foto: reprodução / Instagram)
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Onze anos depois do histórico jogo contra a Holanda, as Yaras voltaram a fazer uma partida na modalidade do rugby XV. A adversária foi a Colômbia, país que o Brasil vai enfrentar novamente em um teste para as eliminatórias da Copa do Mundo que serão disputadas em março de 2020. No primeiro confronto, o Brasil perdeu a partida por 28 a 7.
Seis anos após iniciar no rugby piauiense integrando o Delta rugby, Adda teve sua primeira experiência em jogos de rugby XV. Sem palavras para definir a sensação de fazer parte deste projeto brasileiro de restruturação da modalidade, a pilar do Delta avaliou positivamente o primeiro teste da seleção.
“Serviu de parâmetro para a gente ver como realmente funciona o jogo de XV na prática. Nós não temos muita experiência no XV, foi meu primeiro jogo e de praticamente todo o time. Foi a realização de um sonho. Quem está no rugby sempre pensa em um dia chegar a seleção e entre várias meninas eu estar entre as opções para representar o Brasil nesse primeiro teste foi realmente indescritível. Gratificante estar dentro da seleção”
Seleção feminina na partida contra Colômbia (Foto: reprodução / Instagram)
Acreditando no potencial do rugby XV que as atletas brasileiras podem desenvolver, Adda começa a se desafiar nesta nova fase do rugby. De volta a Teresina, a atleta pensa em futuras convocações e para isso realizará na capital treinos voltados para o rugby XV. Para isso, a atleta vai precisar da ajuda de atletas do rugby masculino, que tem maior experiência com o XV.
“Sempre joguei sevens e a realidade é que está sendo um desafio para mim. Mesmo que eu tivesse a característica mais parecida com o XV, na prática do jogo minhas funções são diferentes. Então isso serviu para que eu pudesse me desafiar novamente. Já conheço o sevens, já sei o que fazer em cada posição. Agora no XV eu estou me redescobrindo dentro do esporte. Estou tendo que aprender tudo novamente, me readaptar. Está sendo bem desafiador”
Brasil em 50º do mundo
Seleção brasileira XV (Foto: divulgação)
O pioneirismo brasileiro no rugby de XV foi por muitos anos algo que ficou apenas em ações pontuais. Único país da América do Sul a fazer um jogo oficial de XV, até abril deste ano, em 2008 a seleção feminina foi a Holanda e fez a partida.
Após 11 anos, o rugby XV, volta a ser uma realidade as atletas do Brasil. Em abril deste ano, a América do Sul recebeu a notícia de que terá seu primeiro Sul Americano Feminino de Rugby XV que será parte das eliminatórias da Copa do Mundo feminina de 2021.
Depois do jogo contra a Colômbia, o Brasil voltou a se movimentar no ranking mundial e figura agora na quinquagésima posição. Único país sul americano acima do Brasil, a Colômbia aparece em 38º lugar.
Copa do Mundo
O torneio eliminatório será realizado em março do próximo ano com Brasil, Colômbia e Argentina. Porém, a vaga inédita para um país sul americano não será direta. De acordo com a Word Rugby, federação internacional, sete equipes já estão classificadas por terem obtido as sete primeiras colocações na edição de 2017.
Com isso, as outras cinco vagas serão distribuídas entre Ásia, Europa, Oceania, África e uma vaga de repescagem. Na repescagem o Brasil entra na disputa pela vaga caso vença o Sul Americano e depois o vice-campeão da eliminatória da África.