Jovem e campeã, dupla é a cara da renovação do basquete do Brasil
Yago e Didi enfrentam o Canadá nos profissionais um mês após título sul-americano sub-21
Yago participou de todos os jogos do Brasil nas eliminatórias - Alexandre Cassiano/27-11-2017 / Agência O Globo
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Há exatos 40 dias, dois jovens de 19 anos estavam em Salta, na Argentina. Lá, a seleção sub-21 ganhou duas vezes dos donos da casa na campanha que terminou com o título do Sul-Americano de basquete. Duas das caras da renovação do basquete, Yago e Didi estão nesta quinta-feira em Montreal, onde enfrentam o Canadá, às 20h30m (de Brasília), desta vez entre os adultos, nas eliminatórias para o Mundial do ano que vem. O Sportv 2 transmite.
Os dois fazem parte de uma geração que surgiu na Liga Nacional de Basquete (LNB), criada em 2008 junto com o Novo Basquete Brasil (NBB). O técnico campeão em Salta foi Cesar Guidetti, do Pinheiros. Ele chegou a comandar a seleção principal em uma frustrante eliminação na Copa América em 2017. Hoje, é assistente do croata Aleksandar Petrovic.
Atual campeão do NBB com o Paulistano, o baixinho Yago, de 1,78m, é o destaque da geração. Eleito o melhor na Argentina, o armador é figurinha repetida na seleção desde que Petrovic assumiu, há um ano. Ao GLOBO, disse querer o rótulo de “jogador de seleção” e gostou da missão de ser líder da geração.
— Quero me tornar um símbolo e jogar muito pelo Brasil — disse Yago, que reconhece seu peso neste geração. — Essa responsabilidade é boa, saudável, me faz trabalhar a cada dia. O Brasil tem talentos que podem agregar muito. Liderar isso é uma motivação.
Didi treina com a seleção brasileira em Montreal - Divulgação/CBB
Yago atuou nos seis jogos das eliminatórias. Já Didi é estreante. O ala de 1,95m atua no Franca onde, na última temporada, teve a companhia de veteranos como Leandrinho, ex-NBA e também na atual seleção.
— Esta geração (nascida em) 98 e 99 vem muito forte. Vai trazer muito frutos ao país de 2024 em diante — afirma Didi.
Adversários da NBA
Com cinco vitórias e uma derrota, Brasil, Canadá e Venezuela têm o mesmo aproveitamento a quatro rodadas do fim da primeira fase. Mas ficou reservado à seleção de Petrovic dois jogos contra o adversário mais forte nas quatro rodadas finais. A equipe do Canadá tem seis jogadores da NBA, entre eles, os pivôs Tristan Thompson, campeão com os Cleveland Cavaliers há dois anos, e Kelly Olunyk, do Miami Heat. Já o Brasil terá o desfalque dos jogadores que atuam no basquete americano: Raulzinho, do Utah Jazz, Cristiano Felício, do Chicago Bulls, e Scott Machado, que atuou no South Bay Lakers na última temporada da liga de desenvolvimento da NBA.
Após a partida em Montreal, a seleção brasileira enfrentará Ilhas Virgens, no domingo, às 21h, em Goiânia. As duas rodadas finais da primeira fase serão em novembro (República Dominicana) e dezembro (Canadá), ambas no Brasil. Embora três avancem entre os seis times do grupo, todos os jogos são importantes, já que a campanha é carregada para a fase final. As Américas têm sete vagas no Mundial.