Enderson evita envolvimento com política, mas prega paz: "Cruzeiro está acima de tudo e todos"
Técnico da Raposa afirma que o Cruzeiro, no momento que passa e pela necessidade de voltar à Série A do Brasileiro, precisa de estabilidade nos bastidores
O Cruzeiro vive, há mais de dois anos, uma instabilidade política. A falta de tranquilidade nos bastidores também afetou as quatro linhas, principalmente no ano passado. Neste momento, o clube tem marcada eleição para 21 de maio com, no momento, apenas um candidato, que atualmente não está no poder. Em meio a isso tudo, começa o trabalho de Enderson Moreira na Raposa. O treinador disse que não se envolve nas políticas do clube e que não se sente inseguro com a mudança de presidente, mas pregou que é preciso ter estabilidade diante do atual cenário cruzeirense.
- Você precisa de uma estabilidade política. Se tem chapa A, B, C, aquela que for vencedora, receber o apoio dos outros candidatos. A causa maior, agora, não pode ser a individual. A causa maior que temos hoje é o Cruzeiro. A gente precisa de somar forças, precisamos ter unidade, precisamos do torcedor, de todos com o mesmo pensamento. Se a gente começar a dividir demais, a gente fica cada vez mais enfraquecido. Nosso desafio é enorme. Se não tiver com toda a energia, toda força, vai ser mais difícil ainda, vai ser mais complicado. Nesse aspecto, particularmente, que eu independente da eleição, chapa A, B, quando terminar isso, que a gente possa ter um grupo que vai se ajudar, que vai se intensificar essa ajuda da melhor forma possível. A causa Cruzeiro está acima de tudo e de todos - opinou o treinador cruzeirense.
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Enderson Moreira; coletiva — Foto: Reprodução/Internet
Enderson ressaltou que não se envolve em política dos clubes e explicou o motivo. Ele ressaltou o poder maior do presidente e disse não temer uma decisão da nova dirigente. Sérgio Santos Rodrigues, advogado e único candidato, já tranquilizou sobre a situação, elogiando Enderson Moreira e o diretor de futebol Ricardo Drubscky.
- Eu, particularmente, eu não me envolvo em questões políticas. Nunca. Nunca me envolvi com Chapa A, Chapa B, C, D, fazer campanha para esse ou aquele. Falar bem de um ou outro. Eu não me vejo capacitado para isso. Independente de quem estiver à frente do Cruzeiro, a gente vai respeitar muito, porque é uma parceria. O presidente é autoridade máxima em um clube. Se ele achar em algum momento que tem que fazer uma troca, ele tem a liberdade para isso. Tem que respeitar. Medo para isso eu não tenho. Estou acostumado já. Não vou ficar aqui pedindo pelo amor de Deus para ficar - disse o técnico do Cruzeiro.
Enderson ressaltou que, neste momento, é importante manter a estabilidade na política cruzeirense.
- É claro que a minha expectativa é poder concluir bem esse trabalho. Trabalho que nem comecei ainda, mas estou com a cabeça de poder fazer e fazer bem. Sei que posso ajudar muito o clube. Não é uma coisa que eu fico preocupado com isso. É muito importante para um clube como o Cruzeiro ele tenha estabilidade política neste momento. É muito importante. Por mais que tenham chapas diferentes, em determinado momento, e o papel maior da democracia é isso. O ideal é que tivesse um consenso, tivesse um candidato que pudesse representar toas as alas. Se isso não é possível, não for possível, que a gente entenda que o Cruzeiro menos precisa, nesse momento, é de uma instabilidade política.