Serginho dá adeus ao vôlei com quatro medalhas olímpicas no currículo
Exemplo dentro e fora das quadras, brasileiro é bicampeão mundial, tricampeão da Copa do Mundo, nove vezes campeão da Liga Mundial, entre outras glórias
A noite de sábado (16.05) pegou os fãs e admiradores do voleibol de surpresa com uma notícia impactante. Sim, porque quem gosta de vôlei, admira Sérgio Escadinha. E foi o maior líbero da história do voleibol brasileiro que chegou com a notícia que ninguém queria receber: o anúncio de sua aposentadoria. Através de um post nas mídias sociais, Serginho avisou que parou. Chegou ao fim uma carreira de imenso sucesso e que deu muitas alegrias ao Brasil.
Serginho - Foto: Alexandre Loureiro/Exemplus/COB
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Quatro finais olímpicas seguidas, com duas medalhas de ouro, também bicampeão mundial, tricampeão da Copa do Mundo, nove vezes campeão da Liga Mundial, campeão pan-americano, diversas vezes campeão sul-americano, campeão de Superliga, mais do que campeão na vida. O currículo de Serginho é gigante. A vida de Serginho é exemplo.
Sérgio Dutra dos Santos, hoje com 44 anos, nasceu no Paraná e se mudou com a família ainda criança para São Paulo, onde se tornou um dos representantes mais importantes de Pirituba, na zona norte da cidade. O vôlei foi a opção para enfrentar as dificuldades da vida. O vôlei salvou o jovem Serginho de situações de risco onde caíram muitos de seus amigos na época.
O vôlei tornou Serginho um atleta profissional, proporcionou que o jogador conhecesse o mundo, aprendesse sobre novas culturas, fizesse muitos amigos, formasse uma família feliz e se tornasse, ao longo dos anos, a principal referência na posição de líbero. Muito trabalho e dedicação todos os dias na quadra, aliado ao talento e méritos próprios fizeram com que Sérgio Escadinha se tornasse o maior.
Hoje, dia seguinte ao anúncio de sua aposentadoria, o bicampeão olímpico afirmou: “Chegou o momento. Quem viu o Serginho, quem viu a seleção brasileira com o Serginho, viu. Agora é só por vídeo”.
Serginho contou como foi o processo de decisão. “Depois do Rio, eu pensei que precisava parar, encontrar uma forma de parar, e desde 2016 as pessoas não deixavam. Sempre tive um desafio diferente, novo, para cumprir e sempre fui um cara que aceitou todos os desafios”, explicou o líbero.
A pandemia da COVID-19 acelerou o fim da carreira de Serginho que entrou em quadra pela última vez em 7 de março, quando seu time, Pacaembu/Ribeirão Preto (SP) virou o jogo e venceu o Fiat/Minas (MG) por 3 sets a 2 em jogo válido pela Superliga Banco do Brasil.
Além de homenagens de muitos atletas do vôlei, que jogaram ao seu lado e mesmo os que nunca tiveram essa chance, Serginho recebeu o agradecimento do presidente da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), Walter Pitombo Laranjeiras, o Toroca. “Serginho é um ídolo da nossa modalidade e o voleibol brasileiro agradece por tudo que ele fez e segue representando para o nosso esporte”, disse Toroca.
Satisfeito com tudo que viveu no vôlei, Serginho espera propagar seus conhecimentos. “Voleibol é o que eu sei fazer e quero passar isso adiante. Não quero morrer com tudo que aprendi. Hoje posso parar, posso encerrar a carreira, relembrar de tudo e saber que valeu a pena. Meu choro hoje é de felicidade. A partir de agora, quem quiser lembrar de mim, jogue voleibol. Só isso”, finalizou o maior líbero da história do Brasil.