Gatito cita "profissionais despreparados", mas pede desculpas por derrubar cabine do VAR
Goleiro do Botafogo posta mensagem em suas redes sociais lamentando o ocorrido após a derrota para o Internacional por 2 a 0, neste sábado, no estádio Nilton Santos
Gatito Fernández usou suas redes sociais, na manhã deste domingo, para falar sobre o ocorrido na saída de campo do estádio Nilton Santos neste sábado, quando derrubou a cabine do VAR (veja o vídeo acima) após a derrota do Botafogo por 2 a 0 para o Internacional. O clube alvinegro teve dois gols anulados.
"De cabeça fria, agora, é claro que me arrependo. Não é uma postura que me orgulho e não deveria mesmo ter feito isso", escreveu.
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O jogador disse ainda que não teve a "postura correta" e que sabe que deve "dar exemplos", mas criticou a arbitragem, citando despreparo:
– Sei do meu papel, sei que devo dar exemplos. Mas tudo tem um limite e sequer temos um caminho para tentar fazer com que as coisas melhorem na arbitragem. O VAR chegou para ficar e está ajudando bastante o futebol no Brasil e em todo o mundo. O que não pode acontecer é termos profissionais completamente despreparados para usar tal ferramenta.
Gatito, do Botafogo, derruba equipamento do VAR após partida contra o Internacional — Foto: Reprodução
No primeiro tempo, Matheus Babi fez um gol que acabou anulado após análise de vídeo por impedimento. No segundo tempo, a arbitragem anulou o gol feito por Bruno Nazário, por falta de Matheus Babi no início do lance. Nos dois lances, os jogadores do Botafogo reclamaram muito.
Comentarista de arbitragem, Nadine Bastos, durante a transmissão da partida, discordou da anulação do gol de Bruno Nazário (assista ao lance abaixo).
– O árbitro dentro de campo não considerou falta. Eu não vejo intensidade, existe um contato, mas eu também não marcaria falta. Eu entendo e fico com a decisão do árbitro em campo. Eu daria o gol - disse a comentarista ao analisar a marcação da falta em Patrick.
Veja o post de Gatito na íntegra:
"Gostaria tentar explicar meu ato de hoje ao chutar a cabine do VAR.
De cabeça fria, agora, é claro que me arrependo. Não é uma postura que me orgulho e não deveria mesmo ter feito isso.
Sei do meu papel, sei que devo dar exemplos. Mas tudo tem um limite e sequer temos um caminho para tentar fazer com que as coisas melhorem na arbitragem.
O VAR chegou para ficar e está ajudando bastante o futebol no Brasil e em todo o mundo. O que não pode acontecer é termos profissionais completamente despreparados para usar tal ferramenta.
Novamente, assumo que não tive a postura correta ao sair de campo. Todos sabem do meu caráter e tudo que consegui construir até hoje em minha carreira não foi de um dia para outro. Mas de cabeça quente, e com tudo que todos viram nas decisões da arbitragem, fica quase impossível não esboçar qualquer tipo de reação.
Os atletas precisam ter o direito de participar desta construção de nova arbitragem no mundo. O que está acontecendo na atualidade não nos satisfaz.
Apenas isso.
Vamos seguir trabalhando com todo o esforço para levar ao torcedor nosso melhor. Queremos que outras esferas que fazem parte de um evento tão importante também se preparem com tal responsabilidade".