Thiago Neves vai de titular a descartável em 20 horas e expõe diferenças no Grêmio
Meia terá contrato rescindido com clube, mas alega que não foi informado da decisão
Eram 17h55 de quinta-feira quando o Grêmio confirmou a escalação para o que seria uma derrota para o Sport na Arena, com Thiago Neves entre os titulares.
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Thiago Neves fez o último jogo pelo Grêmio contra o Sport — Foto: Lucas Uebel/Grêmio
Cerca de 20 horas depois, às 14h de sexta, o clube gaúcho confirmava a intenção de rescindir o contrato com o meia, que mais tarde disse desconhecer o fato e classificou a atitude como "amadora". A decisão da diretoria expõe uma diferença de visão quanto ao rendimento do camisa 10.
O assunto já era debatido dentro do Conselho de Administração por conta da proximidade de uma renovação automática do jogador. Thiago atingiria em breve a participação em número de partidas definido em contrato e, portanto, teria vínculo até dezembro de 2021 ativado e ganhos de R$ 2,4 milhões com luvas.
Na derrota de quinta-feira, o meia foi quem mais finalizou pelo Tricolor, mas se manteve como alvo prioritário da torcida nas redes sociais (veja no vídeo acima). Questionado sobre o desempenho do atleta, Renato Portaluppi citou um "massacre" ao atleta de 35 anos. Não sabia da decisão da diretoria de romper o vínculo.
"Aqui no Sul, foi assim com o André. Quando acham que não rende, começam a massacrar esse jogador" (Renato)
Enquanto Renato fazia a defesa do até então integrante do grupo, a diretoria avaliava a situação contratual do meia. Na entrevista posterior, o vice de futebol Paulo Luz falou justamente que havia uma análise em relação à renovação, mesmo com a cláusula automática.
O presidente Romildo Bolzan Jr. tomou a decisão baseado no rendimento de campo mostrado até o momento e também pelos valores envolvidos no negócio, embora tenha sido um acordo assinado pelo Grêmio.
Chama atenção ainda o fato de o jogador ter sido contratado pelo Grêmio após uma temporada atribulada no Cruzeiro, com desavenças públicas e rebaixamento à Série B. Apresentado no fim de janeiro sob a bênção de Renato, disse que chegava para um ano de "poucas palavras e muito futebol".