Sem Copinha, abismo entre grandes e pequenos brasileiros se acentua na categoria sub-20
Parte dos clubes vê respiro depois de estaduais e nacionais sub-20 no fim de 2020 e usa jovens de suporte na reta final do Brasileiro. Já pequenos lamentam a falta da vitrine do torneio
Cancelada pela primeira vez em 33 anos – em 1987, não houve disputa por decisão da prefeitura de SP -, a Copa São Paulo de juniores terminaria sua 52ª nesta segunda-feira, dia do aniversário da cidade. Sem a mais tradicional competição de base do país, os clubes sofrem para adaptar, de acordo com as possibilidades, a programação dos atletas sub-20.
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Em 2020, Inter venceu o Grêmio na final gaúcha da Copinha — Foto: Marcos Ribolli
O calendário de futebol masculino sub-20 - e de toda a base em geral - foi bem prejudicado no último ano. Reduzido, com estaduais em poucas regiões e as competições nacionais restritas a poucos times – foram 32 participantes na Copa do Brasil e 20 no Brasileiro. Ao todo, atuaram 40 clubes diferentes nestas duas competições organizadas pela CBF.
A Copinha, que foi cancelada por cuidados de segurança para evitar contaminação e transmissão de Covid-19, recebe mais de 100 times de todas as regiões do país – a maioria do estado de São Paulo.
Campeão da Copa do Brasil sub-20 em 2019, o Palmeiras foi campeão paulista no fim de dezembro. Na Copa do Brasil, caiu na semifinal. No Brasileiro, nas quartas. A ausência da Copinha, com tantos jogos concentrados a partir de outubro (quando o Paulista sub-20 começou), foi até certo ponto um alívio no calendário, explicou o coordenador da base do clube, João Paulo Sampaio.
- A gente tem um calendário bom de base hoje no sub-20, com Brasileiro, Copa do Brasil. A Copa São Paulo é boa para fomentar os outros clubes que não têm possibilidade de aparecer tanto e não jogam o Brasileiro. Mas, para a gente, foi até um descanso. Também aproveitamos para ajudar o profissional – comentou João Paulo.
No Vasco, campeão carioca e da Copa do Brasil sub-20, ainda há um compromisso previsto para 28 de fevereiro – a disputa da Supercopa, contra o Atlético-MG. Mas o dirigente vascaíno da base, Carlos Brazil faz coro com o colega palmeirense, apesar de reconhecer a Copinha como “extremamente importante para formação, pela mídia e pelo charme”.
- Esse ano (não ter a Copinha) não é tão negativo. Tivemos três competições sub-20 em quatro meses. O Carioca, a Copa do Brasil e o Brasileiro. Tivemos semana de cinco jogos. Sabíamos que em uma das competições íamos deixar a desejar e foi assim no Brasileiro (o Vasco terminou em 13º lugar na primeira fase) – analisou Brazil, lembrando que os clubes ainda vão usar os garotos no início do estadual. - Esse descanso acabou sendo salutar e providencial.