Depois de derrota, Oliveira fala de desânimo, erros e afirma: “não sei se algum dia eu perdi de cinco na minha vida”
Treinador pontuo erros e abatimento como fatores cruciais para a derrota por goleada. Oliveira quer foco no Estadual
Toda a euforia e confiança foi transformada em decepção na noite de ontem (05) no estádio Albertão. Em partida válida pela Copa do Brasil, o River recebeu o Fluminense e foi goleado por 5 a 0.
Em entrevista coletiva após a partida, o técnico Oliveira Canindé buscou palavras para explicar o que havia acontecido com o River durante os 90 minutos jogados na Copa do Brasil de 2019.
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- Na verdade era uma possibilidade. Infelizmente aconteceu o que a gente menos esperava. Acho que você jogar contra uma equipe com o Fluminense e errar como nós erramos, cometendo erros infantis como nós cometemos fica difícil você correr atrás. Bate o desânimo e na verdade você tinha que reanima-los de todas as maneiras para a vergonha não ser tão grande né. E mesmo assim foi muito grande ainda por que nós erramos muito. Cometemos muitos erros ali atrás e isso ai fez com que nós pagássemos um preço muito alto.
No intervalo, Oliveira revelou ter tentado manter o animo da equipe, mesmo quando o River já perdia por 3 a 0.
- Questão de dignidade e respeito. Você se fazer respeitar, você está aqui dentro, você veste a camisa de uma equipe que merece respeito, você tem que fazer sua parte para não passar por isso ai. Então mesmo com o desânimo você tem que levantar e brigar [...] acho que a equipe correu, tentou de todas as maneiras, mesmo assim voltamos a cometer outros erros infantis.
- Já vem em cima do abatimento como eu estava falando anteriormente. A equipe estava se portando bem, acesa, a torcida levantando, a gente acreditando, mas de repente cometemos três erros, foram três erros seguidos e até mesmo no pênalti defendido ali nós não tivemos força ou ânimo para irmos para o rebote e recuperar. Mas faz parte. É lamentável. Eu nem sei se algum dia eu perdi de cinco na minha vida e de repente eu pago o preço alto aqui dentro.
(Foto: Victor Costa/River AC)
AS MUDANÇAS
Na segunda etapa da partida, Canindé aplicou as três substituições. Segundo o treinador, a saída de Carlos Henrique e Eduardo foram por cautela já que os dois sentiram. Com isso, o técnico bateu na tecla da necessidade de condicionar o elenco.
- A nossa luta querendo ou não é no Estadual. Eu preciso condicionar o pessoal que ainda está chegando para dar uma condição melhor, uma qualidade melhor até mesmo de jogo para o grupo e o resto é buscar em cima do que nós temos, a competitividade que nós precisamos porque querendo ou não passou essa fase e agora é colocarmos o River em disputa pelo título.
FORÇAS NO ESTADUAL
Time vai fazer segundo jogo fora de casa (Foto: Jade Araujo/Portal AZ)
O River terá agora o Estadual como principal competição, antes da Série D. No domingo (10) o time entra em campo contra o 4 de Julho. Para essa partida, Oliveira Canindé já precisa pensar em como suprir os desfalques de Eduardo e Roney, expulsos no clássico contra o Flamengo.
- Nos vamos para Piripiri e o Eduardo não pode ir, pois além de suspenso ele sentiu a perna e o Roney também não pode porque foi expulso. Então nós temos que buscar dentro do elenco soluções para em vez de reclamarmos ou resmungarmos contra isso ou aquilo fazermos diferentes do que foi feito.