Teresina mapeia 167 áreas de risco e reforça prevenção a desastres
Plano aponta 28 mil moradores em zonas vulneráveis e orienta ações contra alagamentos e deslizamentos
A Prefeitura de Teresina recebeu nesta sexta-feira (27) o Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), que identificou 167 áreas vulneráveis a desastres no município, onde vivem cerca de 28 mil pessoas.
O documento foi entregue por representantes do Serviço Geológico do Brasil e da Secretaria Nacional de Periferias, vinculada ao Ministério das Cidades, em reunião com o prefeito Silvio Mendes.
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O levantamento classifica sete áreas como de risco muito alto, 66 como alto e 94 como médio. A maior parte da população exposta está concentrada em regiões de risco médio, com mais de 24 mil pessoas, seguida por áreas de risco alto e muito alto.
Os principais problemas identificados estão relacionados a inundações e deslizamentos. Regiões próximas aos rios Rio Parnaíba e Rio Poti concentram áreas sujeitas a alagamentos, muitas delas ocupadas de forma irregular, o que amplia a vulnerabilidade. Já áreas com relevo mais acentuado apresentam risco de deslizamentos e queda de blocos rochosos.
O plano também apresenta propostas de intervenções estruturais e não estruturais, com foco na mitigação dos riscos e no direcionamento de políticas públicas. Segundo a gestão municipal, o documento fortalece o planejamento urbano e amplia a capacidade do município de acessar recursos federais para prevenção de desastres.
Entre as áreas com maior concentração de pessoas expostas está o Residencial Torquato Neto III, com mais de 8 mil moradores em área classificada como de risco médio para alagamentos.
Autoridades destacam que o mapeamento permitirá priorizar ações em regiões mais críticas, com foco na proteção de vidas e redução de danos.
O plano será apresentado à população em audiência pública prevista para esta sexta-feira, ampliando o debate sobre medidas de prevenção e adaptação urbana.
Fonte: PMT