Sem trabalho: 70% dos concurseiros desempregados não conseguem ocupação

Houve aumento de 1,1% no desemprego em todo o país

Por Metropóles,

Uma pesquisa realizada com 30 mil estudantes de concursos aponta que, desses, quase 18 mil estão desempregados. O levantamento, realizado pelo Gran Cursos Online, mostra ainda que, dos 17,9 mil sem emprego, 70% estão sem ocupação por falta de oportunidades, apesar das inúmeras tentativas.

Sem trabalho: 70% dos concurseiros desempregados não conseguem ocupação (Foto:SérgioLima)

De acordo com pesquisa divulgada na sexta-feira (28/8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve aumento de 1,1% no desemprego em todo o país. No DF, o índice de desocupação aumentou 2 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, atingindo 15,6%, bem acima da média nacional, de 13,3%.

Apesar de a capital federal ter um dos maiores índices de empregados do setor privado, com carteira assinada (84,1%), e a segunda menor taxa de informalidade (26%), os concurseiros não fogem à regra e também sofrem para conseguir renda.

Até mesmo profissionais da saúde, tão demandados durante a pandemia do novo coronavírus, penam com a escassez de oportunidades. Maria Helena Borges, 46 anos, é técnica em enfermagem e seu último trabalho foi informal, como cuidadora em home-care, há mais de um mês. “Desde que minha paciente faleceu, estou em busca de emprego. Tenho tentado na área de enfermagem, mas o que vier a gente faz”, destaca.

Além da busca pelo emprego, Maria está cursando o 6º período de pedagogia – e ela não esconde o tamanho do desafio. “Tenho de conciliar casa, marido, filho, serviço, faculdade e cursinho. Para você ver que não é fácil”, frisa. No entanto, a principal meta da técnica em enfermagem segue clara: “O sonho mesmo é o concurso”.

Já Jildeney Silva Felix Barreto, 33, está convicta de que as dificuldades não serão suficientes para fazê-la desistir. Profissional na área de educação física, ela trabalhava como freelancer em eventos no DF, mas as restrições de isolamento social minguaram os serviços.

Sem trabalho, Jildeney teve de abandonar o cursinho, mas, com o objetivo de conseguir aprovação no certame da Secretaria de Educação, prefere manter o pensamento positivo: “Tenho certeza de que vou passar na prova do concurso, porque só não passa quem desiste”.

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