Mercúrio é proibido no Brasil, mas uso ilegal ainda persiste em várias áreas
Apesar da proibição, mercúrio continua sendo usado ilegalmente, especialmente na mineração
O mercúrio, metal altamente tóxico, foi proibido no Brasil em produtos para a saúde desde 2019, conforme determinações da Anvisa e do Ministério da Saúde. A proibição abrange a fabricação, importação, comercialização e uso de mercúrio em termômetros, aparelhos de pressão e amálgamas dentários não encapsulados, seguindo a Convenção de Minamata, que visa proteger a saúde humana e o meio ambiente. Apesar dessas medidas, o uso ilegal da substância ainda é uma realidade preocupante no país.
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Um dos principais desafios está no uso do mercúrio na mineração ilegal de ouro, especialmente em garimpos informais. Estudos indicam que, entre 2018 e 2022, embora a importação oficial de mercúrio tenha diminuído, o contrabando e o uso clandestino continuam elevados, com até 185 toneladas do metal sendo utilizadas para extrair ouro. Essa prática não só viola a legislação, mas também causa graves danos ambientais e riscos à saúde das populações locais, devido à alta toxicidade do mercúrio.
Além do impacto ambiental, o mercúrio representa um perigo direto à saúde humana, podendo causar intoxicações graves e doenças crônicas. A exposição ocorre principalmente por meio da contaminação da água e do solo, afetando comunidades ribeirinhas e trabalhadores dos garimpos. A Anvisa reforça que o uso residencial de termômetros de mercúrio, embora não proibido, deve ser evitado devido aos riscos de contaminação em caso de quebra do aparelho.
O combate ao uso ilegal do mercúrio no Brasil exige ações integradas entre órgãos ambientais, de saúde e segurança pública, além de políticas de fiscalização e conscientização. A proibição formal é um passo importante, mas a efetividade depende do controle rigoroso e da educação da população sobre os perigos do mercúrio.
Fonte: Correio Braziliense