Reforma trabalhista gera economia de R$ 15 bilhões entre 2022 e 2024 no Brasil

Estudo aponta redução de custos e impacto positivo na indústria e no mercado de trabalho

Por Dominic Ferreira,

A reforma trabalhista de 2017 proporcionou uma economia de aproximadamente R$ 15 bilhões ao Brasil entre os anos de 2022 e 2024, segundo estudo divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Movimento Brasil Competitivo (MBC). O levantamento destaca que a redução de custos para as empresas foi um dos principais fatores para esse resultado, especialmente no setor industrial, que se beneficiou da maior segurança jurídica e da flexibilização das regras trabalhistas.

Foto: Reprodução | Marcelo Camargo | Agência BrasilCarteira de trabalho
Carteira de trabalho

De acordo com o estudo, em 2022 a economia estimada foi de R$ 8 bilhões, enquanto em 2023 o valor chegou a R$ 6 bilhões. Já em 2024, houve uma desaceleração dos ganhos, com uma economia de cerca de R$ 699 milhões, reflexo do aumento da litigiosidade trabalhista. Essa tendência indica uma perda de fôlego do alívio fiscal e institucional promovido pela reforma, mas o impacto positivo ainda é considerado significativo para o mercado.

A pesquisa também ressalta que a reforma trabalhista contribuiu para a modernização das relações de trabalho, incentivando a adoção de novas formas de contratação e gestão de pessoal. Isso favoreceu a geração de empregos e a competitividade das empresas brasileiras, alinhando a legislação às demandas do mercado contemporâneo. No entanto, o estudo alerta para a necessidade de ajustes futuros para manter e ampliar os benefícios alcançados.

Especialistas afirmam que a continuidade das atualizações na legislação trabalhista é fundamental para garantir um ambiente de negócios mais eficiente e justo. O governo e entidades do setor produtivo acompanham os resultados da reforma para propor melhorias que possam ampliar a segurança jurídica e reduzir ainda mais os custos para as empresas, promovendo o crescimento econômico sustentável e a geração de empregos.

Fonte: Correio Braziliense

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