Sindicato afirma que não há possibilidade do Estado cortar ponto dos grevistas
Em discurso, Wellington Dias ameaçou descontar dias não trabalhados
O governador Wellington Dias (PT) ameaçou cortar o ponto e descontar valores do salário dos servidores da educação que continuarem em greve. Em contrapartida, o Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Estado do Piauí (Sinte-PI) informou que a greve é legal e que Dias não pode realizar tal ato.
"Nós vamos cortar o ponto e não me venham pedir para voltar atrás. Dia não trabalhado sem justificativa é dia sem receber, porque o que queremos é professor em sala de aula”, disse o governador em discurso realizado esta semana, no Sul do Piauí.
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Em discurso, Wellington Dias ameaçou descontar dias não trabalhados (Foto: Reprodução)
O membro da assessoria jurídica do Sinte, Geovane Machado, informou que a greve realizada pelos profissionais da educação não é ilegal e que por conta disso o governador não tem o poder de descontar dos salários os dias em que o servidor greva.
"Ninguém tem dúvida da legalidade da nossa greve. Nossa greve tem por base o reajuste do piso do magistério, reajuste esse dado pelo Governo Federal. Para acontecer o desconto no ponto uma greve tem que ser ilegal e a nossa não é. Não há a possibilidade de o governador concretizar suas ameaças, o Supremo e a lei da greve não permite”, disse Geovanne.
Sindicato afirma que não há possibilidade do Estado cortar ponto dos grevistas (Foto: Reprodução/ Google Maps)
Os profissionais da educação estão em greve reivindicando o reajuste salarial de 33,24% dado pelo Governo Federal à categoria. O Estado apresentou uma contraproposta oferecendo reajuste de 14,17% em 2022.
O membro do Sinte ainda lembrou que em 2019 não foi dado o reajuste proposto de 4,17% e que o mesmo aconteceu em 2020, quando não foi dado o reajuste de 12,84%.
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