Consumo de água de data centers chega a 1 trilhão de litros

Pressão ambiental faz Amazon, Google e Microsoft recuarem em projetos.

Por Redação,

O avanço da inteligência artificial tem levado grandes empresas de tecnologia a enfrentar novos desafios ligados à infraestrutura necessária para sustentar seus sistemas. Nos Estados Unidos, projetos de data centers foram interrompidos após pressão de comunidades locais e investidores preocupados com o consumo de recursos naturais.

Foto: Freepik.

Empresas como Amazon, Microsoft e Google passaram a revisar iniciativas diante de questionamentos sobre o uso de água e energia em larga escala. Estimativas indicam que, em 2025, os data centers consumiram cerca de 1 trilhão de litros de água, volume comparável ao utilizado anualmente por uma grande cidade.

A preocupação também envolve o impacto ambiental das operações. Investidores têm cobrado maior transparência sobre como as empresas pretendem cumprir metas de redução de emissões de gases de efeito estufa. Em alguns casos, relatórios apontam crescimento nas emissões, o que levanta dúvidas sobre o alinhamento entre expansão tecnológica e compromissos ambientais.

Além do consumo de água, a forma como os dados são divulgados também está no centro das discussões. Especialistas e acionistas destacam a importância de informações detalhadas por local, o que permitiria avaliar melhor os impactos nas regiões onde os data centers estão instalados.

Algumas empresas já adotam tecnologias de resfriamento mais eficientes, que reduzem a necessidade de água. Ainda assim, os números variam e nem todos os relatórios incluem dados completos, especialmente em unidades alugadas ou operadas por terceiros.

O tema também ganhou espaço nas discussões com investidores institucionais, que passaram a pressionar por mudanças nas práticas de sustentabilidade. Propostas nesse sentido têm recebido apoio relevante entre acionistas, reforçando a demanda por maior clareza nas estratégias ambientais.

Diante desse cenário, representantes do setor afirmam que o diálogo com comunidades locais se tornou prioridade. A intenção é ampliar a transparência sobre o uso de recursos e garantir que novos projetos não comprometam o abastecimento ou a infraestrutura das regiões afetadas.

A expansão da inteligência artificial segue como um dos principais motores de investimento das grandes empresas de tecnologia, mas agora enfrenta limites relacionados à sustentabilidade e à aceitação social, o que pode influenciar o ritmo de crescimento do setor nos próximos anos.

Fonte: Com informações do Isto É Dinheiro

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