Enfermeiro e cuidador têm funções distintas no cuidado ao idoso acamado em casa

Especialistas destacam que atuação conjunta garante mais segurança e qualidade assistencial

Por Dominic Ferreira,

Com o envelhecimento da população brasileira e o aumento da expectativa de vida, cresce também a demanda por cuidados especializados para idosos acamados. Nesse cenário, especialistas alertam para a importância de compreender as diferenças entre as funções do enfermeiro e do cuidador de idosos. Embora ambos atuem diretamente na assistência ao paciente, suas atribuições são distintas e complementares, sendo fundamentais para garantir um atendimento seguro, humanizado e de qualidade.

Foto: Reprodução | DivulgaçãoOK

Segundo o professor de Enfermagem do Unifacid Wyden, Kauan Carvalho, o enfermeiro é responsável pelos cuidados técnicos e clínicos, realizando avaliações do estado de saúde, monitoramento dos sinais vitais, tratamento e prevenção de feridas, curativos especializados, administração de medicamentos injetáveis e procedimentos como passagem de sondas. Já o cuidador de idosos atua oferecendo suporte nas atividades diárias, auxiliando na higiene pessoal, alimentação, troca de roupas, mudança de posição no leito, acompanhamento e demais necessidades relacionadas ao conforto e bem-estar do paciente.

O especialista ressalta que, apesar de algumas atividades parecerem semelhantes, o cuidador não está habilitado para executar procedimentos privativos da enfermagem. Isso ocorre porque a profissão de enfermeiro é regulamentada por legislação específica, exige formação técnica ou superior e registro no conselho profissional. A atuação de cada profissional dentro de suas competências reduz riscos, melhora o acompanhamento clínico e proporciona maior segurança ao idoso acamado e à família.

Dados do Ministério da Saúde indicam que cerca de três milhões de idosos acamados são acompanhados regularmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Já o Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), desenvolvido pela Fiocruz Minas em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), aponta que apenas 37,9% dos idosos com dificuldades para realizar atividades cotidianas recebem algum tipo de ajuda. Para os especialistas, a integração entre enfermeiros e cuidadores representa um dos principais caminhos para oferecer uma assistência completa, preservar a qualidade de vida e atender às necessidades crescentes da população idosa.

Fonte: Ícone Comunicação

Saiba mais sobre:

Comente

Pequisar