Operação Zero Trust mira grupo suspeito de fraudes bancárias de R$ 500 milhões

Investigação aponta aliciamento de gerentes para acessar sistemas bancários

Por Viviane Setragni,

Uma organização criminosa suspeita de recrutar funcionários de instituições financeiras para obter acesso aos sistemas internos dos bancos é alvo da Operação Zero Trust, deflagrada na manhã desta quinta-feira (9) pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e pela Polícia Civil do Maranhão (PCMA). Mandados de prisão e de busca e apreensão são cumpridos no Distrito Federal, em Goiás e no Maranhão. Até o momento, duas pessoas foram presas.

Foto: PCDF/Divulgaçãook

Segundo a Polícia Civil, o grupo é investigado por planejar fraudes que poderiam causar prejuízos de até R$ 500 milhões ao sistema bancário nacional. As perdas, no entanto, foram evitadas graças à atuação conjunta das forças policiais e do setor de segurança da instituição financeira envolvida, que conseguiu impedir a conclusão das transferências.

As investigações apontam que a organização aliciava gerentes de bancos para obter credenciais de acesso consideradas essenciais para a execução das operações fraudulentas. De posse dessas informações, os suspeitos buscavam acessar os sistemas internos das instituições e realizar movimentações financeiras ilegais.

Durante a apuração, a polícia identificou uma estrutura composta por operadores técnicos, intermediadores, programadores e colaboradores internos. De acordo com os investigadores, o grupo utilizava softwares maliciosos, acessava remotamente os equipamentos usados pelos gerentes bancários, promovia reuniões virtuais para organizar as ações e tentava superar os mecanismos de segurança das instituições financeiras.

A Polícia Civil informou que a investigação revela uma estratégia baseada na exploração do chamado "fator humano", em que criminosos buscam cooptação de funcionários com acesso privilegiado para facilitar a prática de fraudes.

As investigações seguem sob sigilo judicial para identificar outros envolvidos e esclarecer toda a estrutura da organização criminosa.

Fonte: Correio Braziliense

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