Mortes violentas recuam, mas feminicídios crescem

Redução de mortes violentas contrasta com alta de feminicídios.

O Brasil registrou uma redução significativa nas mortes violentas intencionais (MVI) em 2025, conforme dados da 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. A taxa caiu para 19,1 casos por 100 mil habitantes, uma diminuição de 8,2% em relação a 2024. Este é o menor índice desde que a medição começou em 2012.

Apesar dessa queda geral, o cenário dos feminicídios no país apresenta um panorama preocupante. Em 2025, as mortes de mulheres por razões de gênero representaram 44,4% dos assassinatos do gênero feminino – a maior proporção desde que o feminicídio foi tipificado como crime em 2015.

No total, foram registradas 1.571 vítimas de feminicídio no ano passado, resultando em uma taxa nacional de 1,4 por 100 mil mulheres. Esse número representa um aumento de 4% em comparação a 2024.

Enquanto crimes como homicídio doloso e latrocínio apresentaram quedas expressivas de até 17%, as mortes decorrentes de intervenções policiais e os feminicídios subiram respectivamente 5,4% e 4%. Além disso, as tentativas de feminicídio também cresceram: foram contabilizadas 4.189 tentativas em todo o país.

A análise regional revela que as maiores taxas de feminicídios consumados e tentados ocorreram nas regiões Centro-Oeste e Norte. Em contraste, Sudeste, Nordeste e Sul registraram menores índices desse tipo de violência.

Embora a média nacional das MVI tenha caído, sete unidades federativas viram aumentos nos índices: Rio Grande do Norte lidera com uma alta de 19,6%, seguido por Rondônia e Acre. Por outro lado, estados como Amazonas e Rio Grande do Sul registraram as maiores reduções.

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